Canto do Galo

Crônicas e delírios sobre o o Galo mais lindo do mundo…

28

de
setembro

Mesmos pesos e medidas diferentes

por Priscila Oliveira

Esperei todos os julgamentos do Atlético no STJD, para assim dissertar sobre as punições.
Nada de opinião, vou expor fatos. Neste Campeonato Brasileiro 2007, ao final de um jogo do Flamengo o campo foi invadido. O STJD julgou o caso e o time carioca foi absolvido. No último clássico mineiro, na mesma competição, um par de chinelos foram arremessados ao campo, o fato foi para a súmula, o STJD julgou e puniu um Atlético, que agora vai jogar uma partida com portões fechados, dia 7 de outubro contra o Sport.. Lembro-me ainda de um jogo Atlético e Vasco pelo Brasileirão 2004, em São Januário, quando um jovem com a camisa do Galo invadiu o campo. Regras indicavam que quem pagaria pelas possíveis invasões seria o Clube que detinha o mando de campo, independente se o torcedor era ou não do time da casa. Logo, era o Vasco quem deveria ser punido, mas foi o Atlético quem pagou o pato e pardo o mando de campo, se me lembro bem, de 4 partidas. Fato!
Voltando ao Brasileiro 2007, Dodô, atacante e artilheiro do Botafogo, foi pego no início da competição no exame antidoping, a conta-prova também deu positivo, absolvido no segundo julgamento do caso, hoje atua normalmente pela equipe carioca. Um companheiro dele de clube agrediu o árbitro em um jogo, foi punido apenas com 4 jogos de suspensão. Já o lateral direito do Galo, Coelho, fez uma falta em um certo jogador do freguês, falta vista pelos termos da arbitragem como "jogo brusco grave", levou 120 dias de suspensão = 4 meses longe dos gramados. Será a pressão da mídia?
Entre mortos e feridos, salvaram-se dois. Marinho saiu ileso de uma suposta agressão verbal ao adversário. E, o técnico do Atlético, Emerson Leão, também foi absolvido. Também pudera, Joel Santana que comanda o Flamengo foi pego ordenando que seus jogadores quebrassem os atletas adversário em um jogo contra o Santos e foi absolvido por unanimidade no STJD, pegaria mal se punissem Leão.
E segue a "justiça" no país do futebol.

Saudações atleticanas!!!

24

de
setembro

…e a massa jogou contra

por Priscila Oliveira

Foi por pouco que o Atlético não perdeu mais uma em casa e foi parar direto na zona de descêncio. Também não ganhou, empatou com o Inter em 2 a 2, pela 27ª rodada do Brasileirão, domingo, 23 de setembro, no Mineirão. Bom, tentarei ser breve em minha análise, mas acho difícil.
O futebol atleticano no 1º tempo até deu o ar da graça e o time chegou ao ataque com boas chances, mas continua pecando nas finalizações. Aos 38 minutos, o zagueiro colorado Sorondo, empurra Marinho dentro da área. O árbitro acertadamente marca a penalidade e erradamente não expulsa o zagueiro. Bom, vamos acreditar que ele esqueceu a regra, coitado, mas enfim, Marinho parte para a cobrança enquanto a torcida já comemora “o gol certo”, e o atacante do Galo erra. O goleiro Renan defende. É bem verdade que ele se adiantou um pouco, por outro lado Marinho bateu mal, fraquinho. Sem o crucificar a maioria dos torcedores, o apóiam.
No 2º tempo, o Atlético voltou como placar do Mineirão estava no início do jogo, apagado. O Inter melhor, conseguindo impor seu futebol, abriu o placar aos 11 minutos com Gil.

Após o gol colorado o técnico Leão substituiu Marcinho por Eduardo, que fez sua estréia em partidas oficiais. PRESTE ATENÇÂO na atitude de Marcinho: o Galo perdendo de 1 a 0, o jogador é convocado a deixar o campo para um companheiro entrar e ele sai de campo lentamente, devargazinho, como se o time tivesse goleando. Para bom entendedor meia palavra basta, no caso, a imagem fala por si só. 

Logo depois, o Inter ampliou o placar: 2 a 0. Os mais 31 mil Atleticanos ssistiram a um time apático, errando muitos passes, sem nenhuma jogada bem articulada, mal posicionado, desorientado e sem aquela pontinha de vontade, enfim, uma equipe que conseguiu irritar a Massa que foi em peso. Até olé para o Inter a “massa” gritou, enquanto eu e mais meia dúzia de torcedores, tentavam ainda acreditar, incentivar, embora faltasse voz. A Massa, virou “massa” e jogou contra.

Aos 41 minutos, como forma de presentear os que ficaram, e os que ainda incentivavam a equipe veio a reação no cabeceio de Leandro Almeida, gol chorado. A torcida que ainda estava lá, acordou, empolgou e no grito levou o time alvinegro ao empate, dois minutos depois, com Vanderlei, ele mesmo. E, se tivesse mais alguns minutos, talvez chegasse a vitória. O pênalti perdido por Marinho fez falta, mais falta ainda fez a torcida, presente em matéria mas ausente em espírito. Não se pode culpa-la, já que ela reflete o que se vê em campo.

O Galo agora é 15º na tabela, há duas posições da zona de perigo e com a mesma pontuação do Corínthians, o primeiro dos que vão para a série b. O time de Minas tem uma vitória a mais, por isso se livrou de entrar no grupo nessa rodada.

Agora é o Flamengo, sábado, 29 de setembro no Maracanã.

Saudações atleticanas!!!

17

de
setembro

Faltou calma para a vitória

por Priscila Oliveira

O último clássico do ano foi marcado pelo grande número de gols em um jogo de encher os olhos dos amantes da bola. Há muito não se via um clássico como esse. O bom nível técnico e a ofensividade apresentado pelas duas equipes deram o tom da partida da tarde de domingo no Gigante da Pampulha. Só o público poderia ter sido melhor, 40 mil 697 pagantes é muito pouco para o melhor clássico nacional.

O Atlético que começou perdendo por 2 a 0, até consegui o empate ainda no 1º tempo, e até mesmo a virada, no início do 2º, mas não segurou o placar e acabou cedendo a outra virada, dessa vez do time azul, final 4 a 3. A partida foi válida pela 26ª rodada do Brasileirão, domingo, 16 de setembro no Mineirão. O resultado deixou o Galo há um ponto da zona de rebaixamento.
Falar que a vitória foi de quem tem planejamento e elenco é o mesmo que “chover no molhado” e enaltecer o adversário mais do que merece, mas não deixa de ser mesmo verdade. Faltou ainda ao Atlético, mais que ter um bom elenco, jogadores mais experientes, que soubessem segurar a bola quando o placar era favorável, que chamasse a atenção dos companheiros, que cadenciasse o jogo. Esse jogador, que comanda a equipe dentro de campo, seria o capitão Marcos, que por motivos ainda desconhecidos, não participou do clássico. O Leão fica devendo uma explicação bem convincente para a Massa. Sem a referencia do capitão, os jovens atletas atleticanos, ao invés de trabalharem com inteligência e segurar o resultado quando era favorável, partiram pra cima em busca de mais gols, proporcionando assim bons contra-ataques do melhor ataque do campeonato. Ao time atleticano faltou calma e faltou caprichar mais nos passes. Errou muitos e foi aí que o time da toca cresceu. A casa erro de passe o time azul chegava fácil ao ataque.
A vitória do freguês é creditada as peças de reposição, aos jogadores deles que estão na reserva não por serem inferiores aos titulares, mas por mudarem totalmente o jogo, quando o placar é adverso. Apesar da grande diferença de elenco, o clássico foi decidido, como sempre é, nos detalhes.
Não tirando os méritos de quem venceu, o goleiro Édson, na minha opinião, muito contribuiu para a derrota, nos dois últimos gols que levou, por exemplo. Ele precisa treinar sério para melhorar, se dedicar mais, não tem mais desculpas, ritmo de jogo ele já tem, agora é treinamento. Outro que poderia ter rendido mais, é Daninho, até fez boas jogadas, mas ficou muito sozinho lá na frente. Também esteve bem marcado.
Mas ao invés de ressaltar quem esteve mal, prefiro destacar os que foram melhores, como Marinho. Que vitória individual a dele. Felicidade estampada. A Massa o ovacionou. Ele fez dois gols, um de cabeça e um de pênalti, nesse último a Massa pediu e Marcinho, o cobrador oficial, deixou ele bater: Maaarinhooo… gol!!! gol!!! E fez a alegria dele e da Torcida que o acompanhou nesses quase 9 meses de tratamento. Gérson e Marcinho também jogaram muito. Outra surpresa boa foi Thiago Carpini que deu força no meio de campo alvinegro. Éder Luis, depois que acordou para o clássico, fez boas jogadas, correu muito, porém cansou no 2º tempo e foi substituído por Lúcio, que ainda não mostrou a que veio. O lateral Coelho também esteve bem, belos cruzamentos, lançamentos, foi em uma cobrança de falta dele que o Atlético conseguiu o primeiro gol. Poderia ter sido o nome do time atleticano se não fosse a pisada de bola no final, que ocasionou sua expulsão. Não quero comentar o lance para não dar ibope nem pra jogada que busca humilhar o adversário e nem para violência. É assunto para STJD e mais uma vez que sai prejudicado é o Galo.
Os gols atleticanos foram de Gérson, aos 31 minutos do 1º tempo, na cobrança de falta de coelho, o goleiro Fábio rebateu e Gérson tocou para o gol. O segundo nasceu da perfeita cobrança de escanteio de Marcinho, Marinho atento na área, cabeceou para fazer o gol de empate aos 39 minutos da etapa inicial. O gol da virada alvinegra veio dos pés de Marinho aos 11 minutos do 2º tempo em cobrança de pênalti sofrido por Marcinho.
De agora em diante é tentar melhorar o ambiente no Atlético, que ficou claro não ser dos melhores depois desse afastamento de Marcos, e unir forças para virar mais uma vez esse quadro adverso. Os próximos adversários vão ser pedreira: Inter, Flamengo, Grêmio e por aí vai. “A batata ta assando”. É hora de tirar as vendas, reconhecer as limitações e correr atrás do lucro.

Saudações atleticanas!!! …nessa segunda-feira que vai ser mais longa que as outras…

10

de
setembro

Se liga Galo

por Priscila Oliveira

O Atlético ao ser derrotado por 2 a 1 pelo Figueirense, no Orlando Scarpelli, sábado, 08 de setembro pela 25 ª rodada do Brasileirão, completou os três jogos sem vencer e desceu mais uma posição na tabela. Agora, o Galo já é o 13º, com apenas 3 pontos acima do primeiro colocado no grupo de rebaixamento. situação que já faz ligar todos os sinais de alerta possíveis.
Confesso que não acompanhei o 1º tempo do jogo, fazia tempo que isso não acontecia, um pouco estranho, mas a causa foi nobre, feriado prolongado, a turma reunida e tal. Mas, a etapa complementar estava lá, acompanhando e anotando tudo. O time voltou para campo com Bilú no lugar de Marcos, Marinho no lugar de Galvão. Logo aos 7 minutos, o Atlético, com Leandro Almeida fez o seu único gol. Percebi que o time do Galo teve boas chances no ataque, destaque para a bela arrancada de Marinho que parou nas mãos do goleiro. O time com uma dupla de zaga pouco treinada, ainda levou susto nos contra-ataques do time do Figueira.
Pela etapa final, o empate estaria de bom tamanho e seria mais justo, mas o Galo não conseguiu fazer mais um gol. Muitos argumentam que o problema do time mineiro foi mesmo ter levado 2 gols logo de cara no 1º tempo, o que teria abalado a equipe. Time que almeja algo mais não pode ser deixar abalar por isso, tem que ter poder de reação, tem que ter vontade de virar.
Todos os sinais de alerta estão acionados. O próximo jogo é clássico. Tem que vencer.

Saudações atleticanas!!!

6

de
setembro

Empate diante do líder

por Priscila Oliveira

No aniversário de 42 anos do Mineirão, o Atlético encarou o líder São Paulo, conseguiu um empate em 0 a 0 e poderia ter saído com a vitória se não fosse o pênalti perdido. O presente maior foi para a torcida do Galo: o atacante Marinho está de volta. A partida dessa quarta-feira, 05 de setembro, foi válida pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O aniversário do Gigante da Pampulha ficou marcado ainda por um apagão no Estádio, aos 21 minutos do 1º tempo, que durou cerca de 11 minutos (a Massa aproveitou e fez um belo espetáculo com as luzes dos celulares). O apagão aconteceu devido ao um raio que caiu na região da Pampulha. A festa também foi marcada pelo recorde de faltas. Ao todo foram 65 faltas, só o atacante Éder Luís sofreu 9 dessas.
É verdade que o São Paulo tem o melhor time, o melhor banco, a melhor defesa e tal, os números comprovam porém é verdade que o time paulista bate muito também..
O time do Atlético teve o bom desempenho das partidas anteriores, como um todo. Boa marcação no meio, liderada por Gérson, segurança na zaga e do goleiro Édson, que esteve muito bem e boas roubadas de bola do meio pra frente. O problema maior no momento, é o constante erro de passes da equipe, o que acaba fazendo o time não concluir as boas armações de jogadas.
O árbitro também deixou a desejar e prejudicou o time mineiro claramente. Uma coisa é um lance depender da interpretação do árbitro, outra coisa é desconhecimento das regras. O zagueiro são-paulino, era o último homem quando derrubou Éder Luis, que tinha chance clara de gol, pouco antes da grande área. A regra diz ser esse, um lance onde o jogador deve levar cartão vermelho. O cartão amarelo ficou barato.
No último minuto de partida, pênalti em favor do Galo, a torcida de pé clama por Marinho, mas o batedor é Coelho, já que Vanderlei havia saído. ele bateu no canto, mas Rogério Ceni, o goleiro que mais se adianta em cobranças de pênalti no Brasil, fez isso novamente e acabou defendendo. O árbitro deveria ter mandado voltar, mas são raros os que fazem isso com Rogério.
O resultado poderia ser considerado bom para as duas equipes, mas aor analisar o pênalti perdido, numa cobrança no último minuto da partida que poderia dar a vitória ao Galo, o placar foi melhor mesmo para o São Paulo. O Atlético continua sendo um dos 3 times que não perderam para o líder no Brasileirão.
O Galo agora é o 10º colocado na classificação mas, dependendo dos resultados de hoje pode descer na tabela. O próximo adversário é o Figueirense no Orlando Scarpelli, sábado, 08 de setembro.

Saudações atleticanas!!!

3

de
setembro

Ganha aqui perde ali

por Priscila Oliveira

Na Arena da Baixada, o Atlético perde para o chará por 1 a 0, domingo, 02 de setembro, jogo válido pela 23ª rodada do Brasileirão. Esse ganha aqui e perde ali do Galo deixa o time em uma irregularidade de dar nos nervos. Com resultado o time foi parar na 11ª posição na tabela.
Quanto ao Atlético nada muito diferente a tratar. O jogo não foi dos melhores. O time Galo continua errando muitos passes, em 22 minutos de jogo, por exemplo, errou 44 passes, o que se pode concluir que o time não conseguiu criar nenhuma jogada efetiva devido a tantos erros. O problema da finalização também continua. Os dois times foram muito iguais e o gol saiu em uma jogada de bola parada ainda no 1º tempo. A bola bateu no braço de Marquinho dentro da área e o árbitro marcou o pênalti para o time paranaense. Ramon, ex-Galo, bateu e fez 1 a 0.
O destaque atleticano é mesmo o goleiro Édson, que fez importantes defesas. No final da partida, uma baixa considerável, Marquinho sofreu uma luxação no cotovelo e ficará fora dos próximos jogos. Um problema no meio do campo atleticano que Leão terá que resolver, já que Marcinho também está no Departamento médico, o técnico terá que encontrar outro nº 10 na equipe. Acredito que as substituições de Leão também não foram as melhores, o zaguerio Vinícius que estava bem no jogo saiu para a entrada de de Galvão, que nada acrescentou, depois Éder Luis saiu para Tchô entrar, que também pouco fez. Mas, ele está tentando se virar com os jogadores que tem.
Agora o time atleticano encara nada menos que o líder do campeonato, o São Paulo, que vem de uma vitória arrasadora por 6 a 0. O jogo será nessa quarta, 5 de setembro, no Mineirão.

Saudações atleticanas!!!

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