10
de
março
Empate indigesto
por Priscila Oliveira

Para o Atlético o empate no clássico em 0 a 0 não foi bem digerido nem pela Massa, nem pela equipe. Ao contrário do que parte da imprensa mineira acha. Um "achismo" irritante e com visão parcial do que foi o jogo e até convincente para quem não foi ao Mineirão. Quando se tem um jogo nas mãos e não consegue vencer é incoerente dizer que o empate foi bom. Foi bom para eles que estiveram mal, para nós nem tanto. A partida foi válida pela 7ª rodada do Mineiro, 09 de março, domingo.
Após o clássico desse domingo, declaro apoio incondicional a Geninho até a segunda ordem. O técnico alvinegro deu um nó tático no novato Adílson que vinha com uma equipe ofensiva e de melhor ataque. Ou seria um nó paralisante? Em síntese, o Galo dominou o jogo do início ao fim. Teve maior posse de bola, território, boa troca de passes e roubadas de bola que chegou com facilidade ao ataque, mas, novamente, o time pecou na finalização.
A defesa, sob comando do capitão Marcos, este irretocável, foi perfeita e segura. O meio de campo fez bem a sua função, embora a falta que faz Rafael Miranda. Só o ataque que não fluiu, Marinho apenas de corpo presente fez com sobrecarregassem Danilinho que não teve tranqüilidade para marcar. Ô Marques, sempre quando a gente mais precisa de você…!
Pra não dizerem que não falei da arbitragem, digo que o apito também truncou o jogo. Não com lances capitais que viessem a decidir o jogo, até anularam bem os gol atleticanos, mas pararam o Galo com marcação de faltas menores, a maioria inexistente ou em que se poderia ter aplicado a "lei da vantagem".
A imprensa marrom, digo azul, que domina o noticiário mineiro deveria deixar de ser hipócrita e demagoga ao falar que foi o freguês que não jogou bem, que teve problemas de contusão e blábláblá. Ora não jogou porque o Atlético não deixou, impôs seu jogo. Jogar com Real Potosí, Caracas e Tabajaras é muito diferente que jogar contra o centenário Atlético Mineiro do país pentacampeão mundial de futebol. Poupe-me! Outra coisa que eles andam veiculando por aí é que faltou emoção. Só se for do lado de lá. Claro que não teve tanta emoção como os últimos mas, ver Renan dando o sangue nas roubadas de bola, a correria de Coelho e Danilinho pra cima da zaga e tantos outros lances tiveram emoção sim. Não se pode resumir o futebol há apenas o gol. Isso é detalhe. Uma partida tem toda uma historia.
Só mais uma coisa: alguém ouviu a torcida do outro lado no clássico? Será que contundiram as cordas vocais também? Só falta a imprensa mineira dizer isso.
Segue a freguesia…
Saudações atleticanas!!!

