Canto do Galo

Crônicas e delírios sobre o o Galo mais lindo do mundo…

28

de
agosto

Samba de uma nota só

por Priscila Oliveira


Em mais um jogo fatídico, o Atlético perdeu por 5 a 2 para o Botafogo-RJ, na noite sombria de 27 de agosto, no Mineirão, no jogo de volta da 1ª fase da Copa Sul-americana. O resultado eliminou o Galo da competição e contabilizou mais um vexame para o ano do centenário.

O futebol atleticano é o verdadeiro samba de uma nota só. Assim como as notícias, os comentários pós-jogo e as desculpas. Esses jogadores treinam? Os mesmo erros, as mesmas deficiências, não mudam.

Quisera acreditar que esse tabu de sete anos contra o alvinegro carioca fosse só castigo dos céus, pelo título conquistado há 37 anos sobre eles. Mas, os problemas vão além de questão de "sorte", "crença popular" e "fantasias".

Quisera acreditar nesse time por mais um jogo sequer. Mas, nem a tentativa de se iludir deu certo. Por aqui, passaram jogadores melhores tanto em futebol quanto em termo de ludibriar a torcida. A verdade é que nem esses prosperaram.

Quisera acredita que o time ao menos fosse mais um "cavalo paraguaio", mas está mais para pangaré mesmo.

Time fraco que desordenado pressiona sem objetivo. Quando é pressionado escancara sua fragilidade. Cada ataque do time carioca dava um frio na espinha. Zagueiros, goleiro - são estes mesmo que nós temos?

Comando fraco. É hora de exigir reforços, colocar em campo veteranos e parar de lançar os jogadores que vieram da base na fogueira. À diretoria, cabem os elogios pelo esforço em fazer de um ano festivo do Clube uma verdadeira tragédia. Aos poucos matam a históira de uma vida.

A torcida ironizou. Pediu "olé", como se fosse o Galo quem estivesse goleando. Depois, completou o coro como grito de "É campeão!" - só se for da má administração, do mau planejamento, da omissão.

Quisera que hoje fosse o último dia do ano, ou que tudo não passasse de um pesadelo. Mas, tudo isso é real, não é Ziza?

Saudações atleticanas!!!
Perseveremos…

24

de
agosto

É só ter atitude, simples assim

por Priscila Oliveira

 

O Atlético venceu por 4 a 0 o xará paranaense e quebrou o tabu de 5 anos sem ganhar do time da baixada. A partida, válida pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro, foi realizada nesse domingo, 24 de agosto, no Mineirão.

A palavra é simples mas, em prática, ela é capaz de grandes feitos: Atitude. Foi com ela que o time conseguiu essa vitória tranqüila e aliviou momentaneamente a situação do Clube no Campeonato.

Essa palavrinha "atitude" é como um combustível. E com o tanque cheio dela, o time correu muito, arriscou e acertou mais.

Pra quem reclamava de falta de luta, Serginho mostrou o que é lutar. Para quem reclamava de velocidade, Mariano se mostrou em forma. Para os que reclamavam de erros de finalização, quatro gols, para começar a colocar o “pé na fôrma”. Os autores dos gols foram Serginho, Lenílson, Marques e Luis Gustavo.

O adversário, com o propósito de se defender, veio no esquema 3-5-2. Mas, o Alvinegro, do início ao fim se impôs no jogo e ditou o ritmo. Teve seriedade e disposição para conseguir o resultado. Lutou pelo rebote, roubou bolas que proporcionou contra-ataques perigosos. Como há muito não víamos. Ainda levou certo sufoco, é verdade, mas a defesa esteve bem.

 

A vitória não vai e nem pode ocultar os problemas, que são muitos e muito menos tornar o time o melhor de todos, de uma hora para outra. Nada disso! Com a equipe atual do Galo temos que medir cada palavra e cada elogio.

O resultado vale pelos três pontos, renova a esperança e mostra que esses jogadores ainda podem se doar mais pelo resultado positivo e pela Massa.

 

O ídolo Marques, após ser substituído, disse: "Atitude, isso é fundamental para jogar no Atlético, tem que entrar aí e morrer no campo". Exatamente o que a torcida cobra. O jogador ainda revelou que houve uma reunião entre eles, jogadores, a respeito de uma conscientização do que é vestir essa camisa.

 

Que venham mais reuniões assim, mais vitórias e que o espírito de luta permaneça e prevaleça até o final do campeonato.

 

Com atitude o resultado aparece, simples assim.

 

Saudações atleticanas e centenárias!

21

de
agosto

Ninguém bebe veneno para saciar a sede

por Priscila Oliveira

O Atlético empatou em 1 a 1 com o frágil Goiás, na noite desta quinta-feira, 21 de agosto, no Mineirão, pela 21ª rodada do Brasileirão.

 

Atendendo à sugestão do amigo virtual, Gabriel, usarei um provérbio para falar sobre o Galo desta vez.

 

"Ninguém bebe veneno para saciar a sede".

 

Enquanto cometer os mesmo erros dentro e fora de campo, enquanto insistir numa filosofia administrativa arcaica e defasada, enquanto optar pela experimentação no lugar da experiência, nada vai mudar e os problemas vão aumentar. É preciso mudar a rota e a estratégia, antes que se percam de vez pelo caminho.

 

O veneno, disfarçado pela desculpa de poucos recursos financeiros para investimento no Clube, é antídoto forte que mata aos poucos o futebol Alvinegro, a raça, a história, acaba com o respeito dos adversários e diminui a esperança da torcida.

 

O público neste jogo foi minúsculo, contradizendo os recordes de público da Massa. Assim, como anda minúsculo o futebol dos jogadores e a mentalidade dos dirigentes atleticanos.

 

Os erros são os mesmo e primários: de passes, de finalização. Renan e Yuri são medalhas de ouro nesse quesito. Os diferenciais, Marques e Petkovic, fontes de criação do Galo, estavam bem marcados e pouco puderam fazer.

 

O problema no setor esquerdo alvinegro é quase como o Clube, centenário. Os da defesa, já dura alguns jogos e preocupa.

 

O jovem jogador Tchô, que busca ritmo, entrou bem no jogo. Mas, precisa caprichar mais na finalização.

 

O treinador tenta jogar com as cartas que têm. Mas, falta a carta na manga. Que só a experiência e o pulso firme vão dar a ele.

 

Que esses dias de tormenta e “desaprendizado” de futebol acabem logo.
No próximo domingo, 28 de agosto, tem mais. O Atlético recebe o chará paranaense no Mineirão, às 18h10. Até lá!

 

Saudações atleticanas e centenárias!!!

17

de
agosto

Conformado em cair pelas tabelas

por Priscila Oliveira

O Atlético foi derrotado por 1 a 0 pelo Fluminense-RJ, nesse domingo, 17 de agosto, no Maracanã, pela 20ª rodada do Brasileirão. Só para registrar, o Galo ainda não venceu nenhum time carioca nesse campeonato.

O time atleticano esteve bem, talvez melhor que nos últimos jogos. A diferença é que quanto o adversário ataca, conclui. O Alvinegro não! Só fica na ameaça. O time não chuta para o gol! Talvez, trata-se de um problema de de nível de atletas. Enquanto a gente ataca com Jael, eles têm Dodô. E, em mais um vacilo da zaga, o "atacante dos gols bonitos" não perdoou e fez o o gol da vitória fluminense.

Ah, quase esqueci. O time mineiro até chegou a marcar com Raphael Aguiar, mas foi assinalado o impedimento e o gol foi anulado. Pobre Galo!

Embora o jogo tenha sido bem disputado, o futebol apresentado pelas equipes não foi dos melhores. O que se justifica pela posição dos times na tabela. Um luta para sair da zona de rebaixamento. O outro parece conformado em cair pelas tabelas sem ao menos reagir.

O atacante Marques e o meia Petkovic, continuam sendo os melhores em campo. No mínimo são os mais lúcidos. O que prova, mais uma vez, que pode ser melhor investir em um ou dois que resolvem o problema, que contratar uma barca que só fazem aumentar o quadro de funcionários do Clube.

Na próxima quinta-feira, 21 de agosto, o Atlético recebe o Goiás em casa. Vamos ver se o time muda de postura ou vai continuar na mesmice.

Saudações atleticanas!!!

15

de
agosto

Óbvio relutante

por Priscila Oliveira

O Atlético perdeu por 3 a 1 do Botafogo-RJ, de virada e não quebrou o tabu. O jogo, realizado no Engenhão, na noite dessa quinta-feira, 14 de agosto, marcou a estréia do Galo na competição Sul-americana 2008.

O Atlético tem feito do futebol uma matemática exata. Ganha quem tem time. Esperar por acaso e lampejos de genialidade, não fazem mais parte da realidade no time.

Confesso que antes do jogo, em uma das muitas discussões de grupos atleticanos, apostei que o Alvinegro mineiro ganharia por 3 a 1 do carioca. Mais uma vez, o irônico destino quis o contrário.

Passado 10 minutos de jogo, a torcida atleticana respirava aliviada pelo time ainda não ter levado gol. Mais 5 minutos de bola rolando e Marques abre o marcador. O gol reacende a esperança de um bom resultado. O Galo, de crista alta por causa do gol acredita que pode e vai para o ataque, querendo mais gols. Com essa postura agressiva, a fraca defesa perde em termos de apoio, faz falta no adversário próximo à área e vê o time carioca empatar, aos 45 minutos do 1º tempo.

Paro por aqui, porque o final todos já sabem. Um time limitado que consegue sair na frente no marcador, jogando na casa do adversário, mas que ao invés de tentar segurar o resultado e jogar com o regulamento, opta por atacar desordenadamente e deixar a frágil defesa sofrer contra-ataques e ceder a virada.

Não se pode dizer que o resultado do jogo seria melhor se agissem diferente. O futebol apresentado pelo time atleticano tem sido um óbvio relutante mesmo. Quando prefere recuar e aproveitar contra golpes, geralmente, o adversário, de tanto tentar, fura a defesa. Quando opta por atuar como no jogo de ontem, leva a virada.

A queda de qualidade do time depois das saídas de Marques e Petkovic é tão visível quanto óbvia.

O Atlético deveria era manter o foco no Brasileirão, ao invés de se aventurar nessa Sul-americana.

O técnico Marcelo Oliveira fez o certo ao colocar a juventude em campo com Yuri, Raphael Aguiar e Tchô. O momento que o time enfrenta é que não é o ideal para a ascensão desses atletas, ainda mais no Atlético onde a linha que separa o herói do vilão é bem tênue.

É necessário parar de enxergar o que é visível aos olhos. A situação nada mais é que reflexo das más gestões do Clube. O que não é mais segredo para ninguém.

É preciso enxergar o invisível.

Saudações Atleticanas e centenárias!!!

9

de
agosto

Não adianta virar a cara para não ver

por Priscila Oliveira

Se antes, escrever sobre o Atlético era um prazer, uma honra, hoje nem tanto. É difícil falar frequentemente do Galo nos últimos tempos. Antes do jogo existe a empolgação, a tentativa de acreditar que possa acontecer algo diferente, a esperança de uma vitória, um show de bola do time. Mas, basta a bola rolar para voltar a realidade.

O Atlético perdeu por 4 a 0 para o Grêmio, no Mineirão, nesse sábado, 09 de agosto, pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro.

A Massa, convocada pelo comandante de um barco à deriva, volta ao estádio. No início, tenta jogar junto com o time, acreditar talvez em algo que nem ela sabe o quê. No final, mais protestos.

A Massa não é mais a mesma, e talvez isso não seja ruim. Cansada de promessas, ela não se ilude mais. Tantas e tamanhas são as surras que ela tem levado que nem esperança lhe é permitido ter.

Talvez seja preciso se agarrar à máxima de que "não há mal que dure para todo o sempre" para realimentar essa paixão.

A exigência sempre mínima: que o time lute, acima de tudo. O momento é de se exigir mais. Os anos nos mostraram que quem exige pouco, tem pouco. O que mais precisa acontecer para que mudanças profundas aconteçam?

É cedo para calar e ninguém vai conseguir fazer isso. É hora de gritar mais alto e mais forte para o mundo ouvir nossa voz, nosso grito, nossa indignação. Abrir a guarda e mostra o tamanho da ferida que fizeram.
Estádio vazio, protestos, vaias contra o time ainda durante o jogo e essa "guerra" contra a atual diretoria nunca combinaram com o Galo, com esse casamento que enfrenta turbulências. A Massa é reconhecida por amar incondicionalmente. Mas, se é preciso fazer tudo isso para ter nosso Galo de volta e mais forte, então que se faça o que estiver ao alcance, claro que com inteligência e responsabilidade.

Não há tempo para lamentações, os cacos devem ser juntados rapidamente, porque a peleja será longa.

A torcida já mudou, falta o lado de lá mudar de postura também.
Termino o texto triste. Deixo uma música de Gabriel Pensador como protesto. Ela ilustra bem a situação que se alastra desde 2004 no Atlético.

"Não adianta olhar pro céu com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve
Você pode e você deve, pode crer
Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver
Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus sofreu
Num quer dizer que você tenha que sofrer
Até quando você vai ficar usando rédea
Rindo da própria tragédia?
Até quando você vai levar cascudo mudo?
Muda, muda essa postura
Até quando você vai ficando mudo?
Muda que o medo é um modo de fazer censura
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada”?

Saudações Atleticanas sempre!!!

Foto: Arquivo.

7

de
agosto

Virada e fim de tabu

por Priscila Oliveira

 O Atlético venceu por 3 a 2 o Santos, de virada, na Vila Belmiro, na noite dessa quarta-feira, 06 de agosto, foi válida pela 18ª rodada do Brasileirão.

A vitória deu fim a tabu de 60 anos sem vencer na Vila mais famosa do Brasil. Foi ainda o primeiro triunfo do Galo fora de casa e a primeira vez que a equipe ganha duas partidas seguidas na competição.

Finalmente, o Galo venceu um clube dito "grande" do Brasil. Mas, devagar com o andor porque esse Clube está na ZR e dificilmente escapa da degolam se não houver mudanças drásticas. Portanto, que venha o Grêmio para ver se esse cavalo é mesmo raça.

O atacante Jael foi o principal responsável pela virada atleticana, assim entendo. O time perdia por 2 a 0, e estava desestabilizado, quando Rafael Miranda fez uma arrancada espetacular e tocou na entrada da área para o habilidoso atacante e recolocar o Galo no jogo.

O Santos, melhor no 1º tempo, tinha uma avenida pela lateral esquerda, setor de César Prates e Vinícius, que a cada subida era sinal de sufoco para a defesa atleticana. O Galo, por sua vez, fazia as principais jogadas de ataque pela direita, melhorou no 2º tempo e equilibrou as forças.

Dessa vez, Petkovic e Marques bem marcados, não se destacaram como nas últimas partidas. Mas, o sérvio deu um passe na media para Márcio Araújo empatar em belo chute. Marques sentiu a coxa e não voltou para o 2º tempo, no lugar dele o mais novo pupilo da Massa, Raphael Aguiar fez o gol da virada. Bom garoto! Teve boa movimentação e mostrou personalidade. Chegou às lágrimas após o gol. É bom ver o sentimento pelo Clube sobressair às vezes, mesmo que sejam apenas instantes.

O goleiro Édson, que vem de boas atuações, dessa vez falhou no primeiro gol santista. Depois segurou o que pôde, no entanto, precisa melhorar a reposição da bola em jogo.

Que a estrela de Marcelo Oliveira continue intensa em seu brilho.

Saudações atleticanas e centenárias!!!
Foto: Superesportes

4

de
agosto

Recomeço

por Priscila Oliveira

Pela segunda vez no ano, o Atlético muda o comando da equipe. Se os atletas continuam os mesmo, pelo menos uma nova filosofia de trabalho é acionada na equipe. O treinador Marcelo Oliveira assumiu o desafio, dessa vez, não mais como interino.

 

Na reestréia de Marcelo Oliveira, o Atlético venceu por 2 a 1 o Sport, de virada, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partida foi realizada na noite desse domingo, 03 de agosto no Mineirão. O Atlético segue invicto em casa.

 

O Galo começou o jogo pressionando o adversário, mas quem abriu o placar foi o Sport aos 14 minutos. Os torcedores começaram a ensaiar as vaias, mas meio minuto depois de sofrer o gol, Marques empatou em belo chute de perna direita. Nenhum dos times sentiu os gols. O Alvinegro chegou com mais facilidade ao ataque, principalmente pela esquerda com Calisto e Marques, como sempre faltou tranqüilidade.

 

Em campo, os torcedores viram no time atleticano uma postura diferente daquela do jogo em São Januário. A vontade de vencer, a atenção no jogo dessa vez apareceu. E, até os passes errados diminuíram com isso.
Nos minutos finais da etapa inicial, o Galo levou sufoco do Sport, que esteve melhor nesse momento, mas a defesa segurou lá atrás. O zagueiro Leandro Almeida fez grande partida e deve continuar na equipe. A dúvida vai ser em quem será o companheiro dele na zaga: Marcos ou Vinícius, que voltam de suspensão.

 

No meio, os passes refinados de Petkovic, no ataque o diferencial de Marques e a boa movimentação do jovem atacante Jael davam susto na zaga adversária. Cansado, o ídolo da Massa foi substituído por Gedeon. Como além de conhecimento, o técnico tem que ter estrela, Gedeon entrou e fez o gol da vitória e reabilitação do Galo, após cobrança de escanteio de Pet. Atlético 2 a 1, 12º colocado.

 

O meio de campo ainda esteve confuso, mas com a volta do volante Rafael Miranda melhorou de qualidade. O jogador, que voltou de contusão, apresentou bom futebol, lembrando a época das grandes atuações dele na Série b. Mas, ainda preciso de ritmo de jogo.

 

Agora, o Atlético segue para o estado de São Paulo, onde vai enfrentar o fragilizado time do Santos, que está na ZR, na próxima quarta-feira, 06 de agosto, ás 21h45. Mas é bom respeitar o adversário, já que o Galo costuma ressuscitar alguns times.

Saudações Atleticanas e centenárias!!!

Foto: site do Atlético.

1

de
agosto

Coração anda cansado

por Priscila Oliveira

Logo de antemão, peço desculpa aos internautas, mas não vou discorrer sobre o jogo e os atletas, tamanha falta de empenho, de vontade e de disposição destes no jogo de ontem. Eles não merecem ser citados.
Vou falar do maior patrimônio do Clube Atlético Mineiro, a torcida. Esta incansável, rouca, apaixonada torcida do Galo está com o coração dilacerado, sangrando ao ver a história do Clube ser manchada mais uma vez. De quem é a culpa?

 

O Atlético sofreu mais uma goleada. Dessa vez, 6 a 1 para o fraquíssimo Vasco da Gama, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partida foi nesta quinta-feira, 31 de julho, em São Januário.
Antes se a habilidade faltava, a raça, nosso orgulho, sobressaía. Atualmente, não se tem nenhum e nem outro.

Goleadas que parecem ser gritos, protestos vindos dos céus. Uma intervenção dos deuses, ou sabe-se lá de quem, para escancarar a realidade nua e crua e esfregá-la na cara da torcida sem dó nem piedade, implorando por providências imediatas. O coração sempre apaixonado anda cansado. Hoje, dilacerado. O buraco em que colocaram o Galo é cada vez mais fundo, ou sem fundo.

 

Parece que nada que se faça surti efeito na mente e nos corações dos comandantes deste navio. A torcida, sempre presente no estádio e fora dele, faz protestos, quer tudo preto no branco, deixa de ir aos jogos, enche a cidade de faixas e o que recebe de retorno? Mais promessas! Aprendi com minha mãe que, ou se aprende pela dor ou pelo amor. Se em 100 anos de amor eles ainda não aprenderam, talvez a dor seja sábia conselheira. E, que eles entendam isso rápido antes que ela seja mais intensa.

 

Está mais que na hora de um basta. Chega de amadorismo! Chega de esconder a sujeira embaixo do tapete. No ano do centenário a torcida não queria festas. Queria time, parcerias para fazer grandes contratações e realizar belos jogos e campanhas, lutar por títulos. Mas, ao contrário disso veio mais uma barca de mal-acabados que não sabem a dimensão e o peso desse escudo, dessa camisa. Tenho pena pela ignorância.

 

Quanto ao jogo de ontem: obrigada Petkovic pelo caráter.

Saudações Atleticanas e centenárias!!!

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