Canto do Galo

Crônicas e delírios sobre o o Galo mais lindo do mundo…

15

de
agosto

Óbvio relutante

por Priscila Oliveira

O Atlético perdeu por 3 a 1 do Botafogo-RJ, de virada e não quebrou o tabu. O jogo, realizado no Engenhão, na noite dessa quinta-feira, 14 de agosto, marcou a estréia do Galo na competição Sul-americana 2008.

O Atlético tem feito do futebol uma matemática exata. Ganha quem tem time. Esperar por acaso e lampejos de genialidade, não fazem mais parte da realidade no time.

Confesso que antes do jogo, em uma das muitas discussões de grupos atleticanos, apostei que o Alvinegro mineiro ganharia por 3 a 1 do carioca. Mais uma vez, o irônico destino quis o contrário.

Passado 10 minutos de jogo, a torcida atleticana respirava aliviada pelo time ainda não ter levado gol. Mais 5 minutos de bola rolando e Marques abre o marcador. O gol reacende a esperança de um bom resultado. O Galo, de crista alta por causa do gol acredita que pode e vai para o ataque, querendo mais gols. Com essa postura agressiva, a fraca defesa perde em termos de apoio, faz falta no adversário próximo à área e vê o time carioca empatar, aos 45 minutos do 1º tempo.

Paro por aqui, porque o final todos já sabem. Um time limitado que consegue sair na frente no marcador, jogando na casa do adversário, mas que ao invés de tentar segurar o resultado e jogar com o regulamento, opta por atacar desordenadamente e deixar a frágil defesa sofrer contra-ataques e ceder a virada.

Não se pode dizer que o resultado do jogo seria melhor se agissem diferente. O futebol apresentado pelo time atleticano tem sido um óbvio relutante mesmo. Quando prefere recuar e aproveitar contra golpes, geralmente, o adversário, de tanto tentar, fura a defesa. Quando opta por atuar como no jogo de ontem, leva a virada.

A queda de qualidade do time depois das saídas de Marques e Petkovic é tão visível quanto óbvia.

O Atlético deveria era manter o foco no Brasileirão, ao invés de se aventurar nessa Sul-americana.

O técnico Marcelo Oliveira fez o certo ao colocar a juventude em campo com Yuri, Raphael Aguiar e Tchô. O momento que o time enfrenta é que não é o ideal para a ascensão desses atletas, ainda mais no Atlético onde a linha que separa o herói do vilão é bem tênue.

É necessário parar de enxergar o que é visível aos olhos. A situação nada mais é que reflexo das más gestões do Clube. O que não é mais segredo para ninguém.

É preciso enxergar o invisível.

Saudações Atleticanas e centenárias!!!

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2 Comentários »

  1. Comentário por Gabriel — sábado, 16 de agosto de 2008 (11:20:50)

    Após mais uma derrota começo a crer numa diretoria vivendo de ilusões.
    Eles imaginam contratar o melhor técnico e a Torcida não aceita. Eles acreditam contratar craques e serem campeões. Eles acreditam ter a melhor base e os jovens não correspondem. Eles acreditam faltar sorte e o preparo físico do elenco está abaixo da média. Eles acreditam sanear as dívidas e o déficit aumenta. A diretoria se julga “the best” e a massa diz outra coisa.
    Enquanto isso, a Priscila Oliveira vive a realidade e tem muito a escrever.

  2. Comentário por Renata — quinta-feira, 21 de agosto de 2008 (19:43:21)

    Arrasou, amiga!
    Infelizmente (ou felizmente) nossa inspiração é proporcionalmente inversa à produtividade do time.

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