Canto do Galo

Crônicas e delírios sobre o o Galo mais lindo do mundo…

28

de
setembro

Time torto e viciado

por Priscila Oliveira

Um empate sem graça em 0 a 0, foi o resultado do jogo entre Atlético e Figueirense. A partida foi realizada no Mineirão, pela 27º rodada, nesse sábado, 27 de setembro.

 

Coisa linda ver a Massa, aos poucos, voltando para a casa. Pena que ela ainda não vê o retorno, o reconhecimento de sua fidelidade vindo do campo. De lindo só a Massa mesmo. O público cresce, ao contrário do futebol atleticano, que continua feio e minúsculo.

 

Em campo, um time que não consegue fazer gol na pior zaga do campeonato. O jogadores atleticanos até tiveram vontade, mas traídos pela falsa qualidade, pelos passes errados, por não atacar e pelo mal domínio de bola não saíram do 0 a 0 com o Figueira.

 

O mal que atinge o futebol brasileiro, o da falta de grandes jogadores no meio de campo, parece personificado no time do Alvinegro. Talvez por isso, o time seja torto, viciado. Quando aparece algum tipo de criação é só pela direita. Tão previsível é, que se os adversários se atentarem à isso não vai existir mais ataque atleticano. Pronto, entreguei o "ouro". Mas, será que ainda existe alguém que não tenha percebido isso? Difícil.

 

O que adianta o Atlético entrar para o jogo com três volantes, se eles são bêbados? Se alguém puder, me explique.

 

De positivo, me atenho a volta do goleiro Juninho ao time titular. O arqueiro esteve bem quando foi exigido. A zaga atleticana tambérm não compremeteu dessa vez.

 

Sempre que o Galo empata ou perde um jogo, um amigo meu diz que a culpa é minha, que eu sou a "pé-frio" da história. Quase acredito nisso. Mas, aí lembro que a má fase atleticana já dura mais de 37 anos. Ou seja, muito antes da minha existência. Então, o problema, definitivamente, não é comigo.

 

E outra, haja "pé-quente" para fazer esse time jogar e administração atleticana tomar jeito.

 

Essa semana, segue novela das eleições no Atlético.

 

Saudações esperançosas atleticanas!!!

21

de
setembro

Galo vence, reabilita e alivia crise

por Priscila Oliveira

 

O Atlético venceu o Náutico por 2 a 1, de virada. O jogo, realizado nesse sábado, foi válido pela 26ª rodada do Brasileirão. Vitória que reabilita o time na competição e alivia a crise no Clube.

 

A vitória pós-renúncia de Ziza foi importante. Se pelo menos dentro das quatro linhas o time reagir e conseguir resultados favoráveis, já estará de bom tamanho, por hora.

 

A vitória ainda não consegue maquiar o futebol medíocre do time neste ano. O 1º tempo foi ruim e o empate, com golaço de Renan Oliveira, diga-se de passagem, foi justo. Na etapa final, o time atleticano voltou melhor e com o zagueiro Vinícius, virou o placar. Após o gol do Galo, o Náutico equilibrou as forças. O Alvinegro então aproveitou os contra-golpes para tentar ampliar, mas foi só. Atlético 2 a 1.

 

Fora a vitória, o melhor do sábado foi a ver a Massa voltando para a casa. Apesar de ainda não ser o público do Atlético, a perspectiva é que ela volte a ir aos jogos e incentivar o time, por causa da renúncia do Ziza.

 

A perspectiva de volta da Torcida só será frustada se quem assumir a presidência do Clube for mais dos homens do dono do Galo. O que será uma troca de "seis por meia dúzia" no comando administrativo atleticano.

 

Tomara que a virada nesse jogo, inspire outra. Essa segunda-feira, 22 de setembro, será mais um dia decisivo para o futuro do Atlético. Haverá a reunião do Conselho Deliberativo do Clube onde será definido quem assume e, na falta de nome, a provável eleição. Três nomes são certos para candidatura (no cargo que é mais importanto que o de Governador do Estado): Sérgio Bias Forte-candidato de RG, Alexandre Kalil e Itamar Vasconcelos.

 

A nós, meros torcedores, cabe torcer e esperar que o melhor aconteça, além de continuar na luta por um Galo melhor.

 

Saudações atleticanas!!!

19

de
setembro

Uma batalha vencida, a guerra continua

por Priscila Oliveira

A semana foi agitada na Sede do Galo.

Na quarta-feira, uma visita do Ministério Público para inícios de investigações da administração atual e de anteriores. Na quinta, pela manhã, depois de uma tempestade em Belo Horizonte que tornou a cidade um caos, o agora oficialmente ex-presidente do Atlético, Ziza Valadares renunciou ao comando do Alvinegro, fazendo assim a alegria maior neste ano do centenário.

Quem não acompanhou de perto a “Gestão Ziza”, e ouviu as palavras do ex-presidente na coletiva de anúncio da renúncia, até imaginou que ele tivesse sido uma vítima da situação. Político nato! Faz-me rir. Essa história de negociações com outros Clubes e investidores para formar um Atlético forte em 2009 e, ainda, uma possível volta de Levir Culpi no comando do Alvinegro, parecem mais desculpas antecipadas, caso as coisas piorem. Se isso ocorrer, ele deve voltar à mídia para dizer: - Estão vendo? Pediram minha saída justo na hora em que eu buscava parcerias promissoras. Insisto, político nato!

Assim, literalmente, se imagina que depois da tempestade venha a bonança. Claro, é preciso dar a mão à palmatória e reconhecer a única coisa boa da “Gestão Ziza”, o investimento na Cidade do Galo. Nos mais, todos já sabem as lambanças cometidas, as promessas e o velho “blá-blá-blá”.

Deixou o Clube, assim como entrou, falando demais.

Ainda não se sabe quem vai assumir a presidência. Não vai ser fácil recomeçar a essa altura do campeonato. Acredito que a Massa tem essa consciência e dimensão do que estar por vir. Mas, ás vezes é preciso que o caos se instaure para que tudo volte ao seu devido lugar.

Vencemos um batalha, a primeira. A guerra continua. A nossa força tarefa agora atende pelo nome de ATCAM, Associação dos torcedores do Atlético Mineiro.

Entre no site www.atcam.com.br e veja como você também pode ajudar a reconstruir essa história centenária.

Saudações esperançosas Atleticanas!!!

13

de
setembro

Time solidário

por Priscila Oliveira


O Atlético não resistiu e perdeu por 3 a 2 para o Ipatinga, nesse sábado, 13 de setembro. O jogo no Ipatingão, foi válido pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro.

No 1º tempo da partida, o futebol alteticano não existiu. O ataque, sem força ofensiva, não deu nenhum chute a gol. Sem se impor, o Atlético deixou o adversário gostar do jogo.

Depois de uma primeira etapa tão ruim, se imaginou que o time voltasse com alterações para o 2º tempo. Mas, nada de mudanças. Também, quando se analisa o banco de reservas do Galo, não enxerga solução.

Com mais dez minutos de bola rolando, o técnico finalmente vê as falhas no setor esquerdo e fez a principal, e tão esperada, alteração no Galo. O comandante trocou Calista por César Prates. A subsituição melhorou as jogadas por aquele setor e talvez por isso o time tenha feito os dois gols.

Ô time solidário esse do Galo. Resolveu perder para uma equipe que tem a 4ª pior defesa do campeonato e tirá-la da lanterna da competição. Fora o belo presente de Márcio Araújo para que o Ipatinga abrisse o marcador rumo a vitória. Quanta compaixão! Devia ser solidário tasmbém com essa Massa, que ainda se desloca de Belo Horizonte, e de outras cidades, até o Vale do Aço para acompanhar o time.

Agora, os número de Marcelo Olveira no comando. Até agora foram 11 jogos, com apenas 3 vitórias, 3 empates e 5 derrotas (sendo duas goleadas). Números que estão expostos aqui só para informação mesmo, porque acredito que o treinador não seja o único culpado da derrocada. Olha o material humano que colocaram a disposição dele. Ele também é responsável, mas não só ele.

A semana já previa tormentas. Começou com a bomba de mais uma dívida anunciada do Alvinegro e terminou com mais uma pancada, no já abatido, coração alvinegro.

Saudações atleticanas!!!

4

de
setembro

Labirinto Alvinegro

por Priscila Oliveira

No encontro entre dois dos times que mais empataram no campeonato, o resultado não poderia ser diferente. O Atlético e São Paulo ficaram mesmo no 1 a 1, em partida realizada no Mineirão, quarta-feira, 03 de setembro, pela 24ª rodada do Braisleirão. O gol do Galo foi de Márcio Araújo.

O futebol atleticano tem se tornado um circulo vicioso. Os mesmos erros, de passes, de finalização, está ficando chato e repetitivo insistir nisso, mas o time não muda. Jogadas com alguma qualidade só pela direita. Ataque? Inexiste. Time previsível demais. Tranqüilo demais. Conformado demais.

O melhor do Galo, ou o que salva é a torcida. Se antes ela ia pra ver um bom futebol, com um time aguerrido em campo, hoje ela vai para conhecer pessoas, rever amigos e reunir a turma. E, numa mesa de bar, se tenta entender e solucionar, cada qual a sua maneira, a crise do Clube.

Se o futebol não anda de primeira, a sociabilidade entre os torcedores tem fluído. Tão diferentes e tão iguais, eles reclamam, protestam, desacreditam, mas continuam a carregar no peito o distintivo do clube. Dos mais otimistas aos extremamente realistas, eles ainda usam a camisa do time.

Essa torcida merecia mais. Merecia ter o melhor time que se pode montar no futebol brasileiro. Mas, tem uma minoria que não quer isso. Os interesses pessoais ultrapassam os da Massa, infelizmente.

Parece mais um labirinto que em sua face escura é repleto de mistérios e enigmas, inundado de dúvidas, com paredes construídas de promessas. Estudiosos afirmam ser, essa face, infernal, caótica e desintegradora. A saída está difícil de ser encontrada, ainda mais sem comando.

Labirinto obscuro que foi sendo criado enquanto se perdia a essência, a finalidade do processo. Será irreversível, ou ainda há tempo de conhecer a face transformadora desse labirinto? Pena que a iniciativa de construir uma nova realidade esteja nas mãos de poucos e pareça remota, por parte desses.

Saudações atleticanas!!!

1

de
setembro

Falta transpiração e inspiração, na mesma medida

por Priscila Oliveira


O Atlético empatou em 1 a 1 com a Portuguesa, no Canindé. O jogo deste domingo, 31 de agosto, foi válido pela 23ª rodada do Brasileirão.

Tão sem graça e incômodo quanto um empate foi o jogo. O Atlético, agora mais consciente de sua limitação, o que não é ruim, jogou todo recuado com o intuito de proteger a fraca defesa.

Uma única chance no 1º tempo e gol de César Prates em cobrança de falta. Outra no 2º tempo, novamente com ele e bola na trave. E só isso de Galo. O que se viu depois foi a Lusa impor seu jogo que, de tanto insistir, chegou ao empate.

O jogo foi chato, sem qualidade técnica, ruim de assistir. Restam três meses para o fim do campeonato e o Alvinegro das Gerais não tem time, quem dirá padrão de jogo. Em campo, os jogadores refletem a turbulência externa, não há dúvidas.

A Massa, viúva de ilusões, não espera muita coisa da equipe. Faltam transpiração e inspiração na mesma medida. Essa última se o time não inspira, a música faz esse papel.

Parafraseando Noel Rosa, em "Conversa de Botequim": Seu garçom faça o favor de me trazer depressa/ Um bom time que não seja limitado/ Um armador inteligente com criatividade à beça/ Um presidente visionário, um bom goleiro e um matador/ Fale do meu Galo com muito cuidado/ Que não estou disposto a ficar exposto ao fardo que me impuseram/ Vá perguntar ao seu freguês do lado/ Qual foi o resultado do futebol, mas me poupe dos detalhes do jogo/ E assim como vc vai limpando a mesa/ o pessoal que manda deveria limpar a honra…

Saudações atleticanas!!!

 

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