Canto do Galo

Crônicas e delírios sobre o o Galo mais lindo do mundo…

31

de
outubro

Combustível para a esperança Atleticana

por Priscila Oliveira


Eleito pela maioria, levado ao posto pelos braços da Massa. Parece que já vi este filme antes. Mas, como o protagonista desta vez é mais familiar, acredito em um desfecho melhor para a trama.

O presidente Alexandre Kalil se elegeu com 271 votos, mais que o dobro do 2º colocado, Sérgio Bias Fortes, que conseguir 130. O eterno candidato, Itamar Vaconcelos teve apenas 1 voto.

No texto anterior já expressei o que se espera do novo presidente. Agora reforço que a escolha de Alexandre é como um combustível para a esperança Atleticana.

Os antecedentes são favoráveis e nos permite alimentar boas expectativas. O pai, Elias Kalil, foi presidente do Galo de 1980 a 85, época em que o Clube comandava Minas Gerais e tinha o respeito do país.

Cabe ao filho agora fazer uma administração tão boa quanto a do pai, claro que com as devidas atualizações na forma de gerir os negócios. Que no mínimo a gestão de Kalil filho seja melhor.

Mais uma vez reforço:
Boa sorte ao novo comandante e lucidez!

Saudações Atleticanas!!!

30

de
outubro

O futuro do Alvinegro começa hoje

por Priscila Oliveira

 

O Atlético antecipou o "Dia das Bruxas" para a Massa e perdeu por 2 a 1 para o Coritiba, no Couto Pereira, nesta quarta-feira, 29 de outubro, em partida válida pela 32ª rodada do Brasileirão.

Depois de um 1º tempo recuado, se limitando a defender e contra-atacando desordenadamente, o Atlético, em um lance de sorte, abriu o marcador aos 40 minutos. O autor da obra foi o jovem Renan Oliveira. O jogador fez um belo giro e chutou de longe, sem chances para o arqueiro do Coxa. Belíssimo! Gol de placa!

O gol foi tão lindo que chegou a nos iludir, achando que os jogadores poderiam se inspirar e trazer os 3 pontinhos lá do Sul. Mas, logo no início da etapa final veio o balde de água fria. O lateral-esquerdo Ricardinho, ex-Atlético, empatou também com um bonito gol. Mais adiante, em uma lambança do árbitro somada a uma falha grotesca de posicionamento do goleiro Juninho, a virada do time sulista estava decretada.

O que não poderia se tornar uma rotina, definitivamente se tornou. E já vem o Botafogo novamente, só para lembrar. Esse finalzinho de campeonato ainda nos guarda "grandes" emoções. Espero que o time coloque a cabeça no lugar, entenda suas limitações, não invente e conquiste os pontos necessários para não acontecer o pior.

Deixando o Campeonato Brasileiro um pouco de lado, vamos falar do futuro do Alvinegro. Hoje mais um capítulo importante da história centenária do Atlético começa a ser escrito com a escolha do novo presidente.

Mais que colocar ordem na casa, a torcida espera que um time seja montado. Um time mesmo, com goleiro, zagueiros, laterais, meio de campo, volantes e atacantes e mais uns bons reservas. E técnico também, é preciso deixar claro. Nada de enganadores, apadrinhados ou amadores, o que se deseja são profissionais em todas as funções existentes no Clube.

Que o novo presidente saiba realizar negociações, que elas sejam no mínimo claras, compreensíveis. No mínimo. Que os jogadores vendidos sejam substituídos por melhores. Que a base seja ainda mais valorizada e aperfeiçoada com experiência, mas tudo com muita responsabilidade, diferente do que foi feito este ano.

Que o novo presidente saiba delegar funções, tenha o sangue quente e faça o impossível para nos devolver o nosso amado Galo. Que nos devolva o orgulho.

A torcida quer a resposta de 100 anos de amor incondicional e que os próximos 100 anos sejam mais consagradores, começando imediatamente pelo 101. Se o novo presidente achar muito exigir isso, é melhor abandonar o barco antes de enfrentar a tormenta que o aguarda. A paciência da Massa está pouca. Se é que ainda existe.

Boa sorte ao novo comandante e lucidez!

Saudações Atleticanas!!!

 

26

de
outubro

Vida de jogador não é tão fácil

por Priscila Oliveira


No Mineirão, o Atlético empatou em 2 a 2 com o Inter, nesse sábado, 25 de outubro. O jogo foi válido pela 31ª rodada do Brasileiro. Com apenas 1 ponto conquistado, o Galo saiu do 12º lugar cativo e caiu para a 13ª colocação na tabela.

No 1º tempo, um time atleticano concentrado, com boas articulações, boa movimentação, disposto a conseguir a vitória e com vontade. Vontade que faltou semana passada no clássico, diga-se de passagem. O Alvinegro soube impor o seu jogo, criou várias chances e poderia ter definido a partido logo na etapa inicial, faltou tranquilidade na finalização.

As principais jogadas eram com Marques e César Prates. Ora o atacante se posicionava como um ala-esquerdo, ora o lateral-esquerdo se arricava como volante. Até que funcionou essa alternância de função, mas seria melhor que cada um desempoenhasse bem o seu papel, ao invés de suprir carências.

A blitz do Galo foi tamanha que com dois minutos de bola rolando, Renan Oliveira quase marcou. Com mais 3 minutos, Castillo não perdoou e abriu o marcador. De perna canhota, o atacante fez um belísimo gol de voleio que entrou no canto direito do goleiro colorado. Foi a única coisa que o ele fez. O jogo dele parece ser mesmo ficar lá na frente, fingir de morto (às vezes, em excesso) e, em um descuido do zagueiro, deixar a sua marca. Uma espécie, digamos, de Romário paraguaio, ou melhor boliviano. A diferença é que o "gênio" realizava constantemente o seu ofício. Cada gol de Castillo deveria valer por dois, devido a beleza de suas obras e a raridade delas.

A etapa final veio e, com ela, as falhas que marcaram o futebol do Alvinegro ao longo do ano. Falhas na marcação, excesso de passes errados, falta de criatividade no meio. Aliás, esse último, não existiu. Era apenas defesa e ataque (mais defesa). O Inter aproveitou o momento e conseguiu um pênalti, empatando assim a partida. Mais adiante, numa falha do goleiro Juninho, virou o marcador.

As boas substituições de Marcelo Oliveira livraram o Galo de um placar pior. Petkovic entrou no lugar de Elton e fez aparecer um pouco o meio-campo atleticano. Pedro Paulo substituiu Marques (machucado) e imprimiu velocidade ao ataque. Aos 29 minutos, em um lance individual, o jovem empatou a partida para o Galo.

Mais lamentável que o empate dentro de casa foi ouvir a torcida cantar para os jogadores: "Vergonha, vergonha, time sem vergonha". Apesar de terem caído de rendimento na etapa final, culpa do preparo físico, creio eu, acredito que dessas vez eles não mereciam ouvir isso.

Imagina o que deve ser trabalhar, buscar um resultado melhor para sua equipe, apesar de estar há quase 3 meses sem receber e ter que ouvir isso na metade do 2º tempo, com um jogo ainda para definir. Pode até atrapalhar a equipe. A expressão não foi apropriada, ao menos dessa vez. Durante a semana, a notícia que circulava era a de eles relutariam em entrar em campo enquanto os pagamentos não fossem realizados. E, ao contrário disso, entraram em campo e cumpriram (bem ou mal) o papel deles. Não se esqueçam disso. Criticar quando for necessário, mas baixar a guarda quando for preciso, reconhecendo também que vida de jogador não deve ser muito fácil.

Agora é esperar para ver o que o Atlético consegue contra o Coritba, no Couto Pereira, na próxima quarta-feira, véspera das eleições presidênciais no Clube.

Saudações Atleticanas!!!

20

de
outubro

Tampando o sol com a peneira

por Priscila Oliveira

Na capital, o céu amanheceu cinza. Cinza como a cor da alma atleticana nessa segunda-feira pós-clássico.

O Atlético perdeu por 2 a 0 para o outro time de Minas, nesse domingo, 19 de outubro, no Mineirão. A partida foi válida pela 30ª rodada do Brasileirão.

A rapidez como o Atlético faz com que a Massa vá do céu ao inferno é algo impressionante. A verdade é que nos iludimos com a goleada sobre o urubu falastrão, vestimos a camisa da campanha do Clube: "Unidos pela Paixão" (escudo do interesse na renda pró-Atlético), fomos ao estádio e, em campo, trouxeram-nos de volta à realidade.

Nos ludiabriaram, ou pior, nos deixamos ser ludibriados. Sabíamos as limitaçãoes do time que temos e sabíamos da qualidade do adversário. Tapamos o sol com uma peneira velha e lá fomos para mais uma batalha.

Imagina, um time que já é fraco e ainda está desfalcado, o resultado não poderia ser diferente. Desfalques que não servem como desculpa, porque o adversário também estava bem desfalcado. A diferença é que o outro lá tinha peças de reposição com um mínimo de qualidade. Do lado daqui, um banco mais limitado que o time. Resumindo, ganhou quem jogou melhor.

Se os jogadores tivesse jogado a metade do que jogaram no Maracanã, semana passada, ao menos o espírito estaria melhor. Mas, não. O time atleticano teve um setor esquerdo carente, um meio de campo fraco e um ataque inexistente. Castillo mais parecia estar jogando uma pelada no domingo de manhã, após uma noitada no sábado, tamanha era a falta de movimentação e de vontade.

Não sou da turma que apostava em Marques escalado para começar o jogo, preferia que ele entrasse no decorrer da partida. Porém, reconheço que ele era o único a criar alguma coisa no ataque. O técnico Marcelo Oliveira é que não reconheceu isso. Preferiu tirar o experiente atacante, ao invés de Castillo. De positivo mesmo, só a atuação do goleiro Juninho, que apesar de ter levado dois gols, evitou um desastre maior.

Se semana passada ganhamos o jogo na escalação do time. Essa semana perdemos o clássico, talvez, por mais uma prova de amadorismo. A notícia que circula é a de que antes do time entrar em campo, Afonso Paulino foi ao vestiário bater boca com os jogadores sobre salários atrasados. Ele teria prometido que estes seriam quitado até o clássico, fato que não aconteceu.

Após a partida, outra bomba, foi a notícia de que os jogadores não querem entrar em campo enquanto o pagamento deles não estiverem em dia. Que profissionais! E quando eles atrasaram em mostrar serviço e ganhar jogos e os salário estavam em dia? E quando eles entraram em campo, ambiente de trabalho deles, e não jogaram? E quando eles foram goleados? Por acaso eles foram lesados por não jogarem bola, por enganarem, por serem limitados? Desculpe, esqueci que eles não tem culpa sozinhos. Mais culpado que eles é um Clube que contrata material humano com essa classificação e, pior, sem planejamento da folha de pagamento.

Eles não se entendem nem dentro e nem fora das quatro linhas. O jogador Máricio Araújo deixou escapar que "brigas são normais". Enquanto isso, a torcida que se exploda. Essa torcida que de retorno à tamanha fidelidade não recebe nada além de desgosto.

Saudações Atleticanas!

12

de
outubro

Personalidad y concentración

por Priscila Oliveira

Com é bom vencer, ainda mais quando o adversário é o velho urubu falastrão de sempre.

 

O Atlético, em tarde-noite alvinegra, goleou o Flamengo por 3 a 0, no Maracanã, nesse sábado, 11 de outubro. A partida foi válida pela 29ª rodada do Brasileirão.

 

O Galo não tomou conhecimento do urubu e nem dos mais de 80 mil dos seus. Maior público do campeonato Brasileiro 2008, diga-se de passagem. O Alvinegro cantou mais alto que a multidão presente, impôs seu ritmo de jogo em pleno Maraca e o resultado foi uma vitória daquelas que entram para a história.

 

O lado de lá se precupou com o chope, com a suposta caminhada rumo ao hexa (hexa? rsrsrs…) e esqueceu do futebol. O lado de cá esteve concentrado e fez o simples, jogou.

 

O fato é que quando o confronto são 11 contra 11, sem Wrights e Aragões da vida, vence o Galo.

 

O triunfo diante do grande rival começou a se desenhar na escalação, quando Marcelo Oliveira optou por Pedro Paulo. A jovem realidade juntamente com Renan Oliveira desconcertou o sistema defensivo carioca.

 

No melhor estilo mineiro, o Atlético "comeu quieto". O Galo chamou o urubu para bailar e ele não recusou a dança. Juninho defendeu tudo. A zaga esteve firme. Adiantando a marcação, o time ganhou o meio de campo rubro-negro e, nos contra-ataques, o jogo.

 

Antes da partida, os adeptos do urubu falastrão, confiantes na vitória, só tentavam adivinhar o placar. Um deles chutou uns 3 a 0 e lembrou os gols que feriram a alma atleticana em 1980, dois de Zico e um de Nunes. O flamenguista até acertou o placar, mas desta vez a vitória foi nossa e limpa. Agora eles podem fazer da goleada sofrida uma alusão a mais um "Maracanasso".

 

O boliviano Castilho desencantou em grande estilo. O chute seco do boliviano, de primeira, de fora da área marcando um belíssimo gol, abriu a contagem. Renan Oliveira ampliou e também estreou bem no Maracanã. O zagueiro Leandro Almeida fechou a conta. O estádio que foi palco de mestres pode ter visto o surgimento de outros.

 

Nas palavras de Castillo termino minha visão desse jogo histórico e espero que o time siga os zeres do atacante: -Seguir a jogar con personalidad y mucha concentración.

 

Foi a melhor atuação do Galo no ano. Uma alegria neste centenário para afagar a Massa. Alegria que, mais uma vez, veio dos pés dos meninos do Galo.

 

Saudações esperançosas Atleticanas!!!

Foto: Superesportes

5

de
outubro

É preciso voltar a pontuar rápido

por Priscila Oliveira

O Atlético perdeu por 3 a 1 para o Palmeiras, no Palestra Itália, nesse sábado, 04 de outubro. A partida foi válida pela 28ª rodada do Brasileirão.

O Alvinegro começou a partida impondo um ritmo forte e pareceu que supreenderia o adversário. O goleiro Juninho já havia operado 2 milagres antes do Galo abrir o marcador. A experiência de Marques serviu para aproveitar a falha do zagueiro, insistir na jogada e dar o passe consciente e perfeito para Renan Oliveira fazer: Atlético 1 a 0. A mesma experiência faltou ao atacante minutos depois, quando ele infatilmente colocu a mão na bola e foi expulso.

Com um homem a menos, o Atlético voltou a ser aquela látima. E como senão bastasse a fragilidade do time, o aptio teve sua contribuição para a virada do Palmeiras, além, é claro, do jogador Denílson que entrou no 2º tempo e destruiu com o jogo.

Falar que o Atlético foi prejudicado pela arbitragem parece mesmice, mas isso nunca muda. Não se pode perder a indignação. Porém, antes mesmo de a bola rolar, o Galo já havia sido prejudicado por três jogadores, que ficaram fora da partida por indisciplina. Mariano, Calisto e Lenílson preferiram a noite paulista que entra em campo e defender a camisa do Alvinegro.

Míseros jogadores querendo aparecer na noite, já que o futebol deles não aparecem. Imagine se fossem craques? A torcida já teve traições maiores e de jogadores infinitamente melhores. Quero ver uma punição séria aos 3 mosqueteiros.

A atitude dos boêmios, em deixar a concentração e ir para a balada, só mostra qual é fraco o comando do Galo dentro e fora das quatro linhas. Lamentável!

A ausência de Mariano, ao menos no início do jogo não foi tão sentida. Sem o lateral-direito em campo, o time descobriu outros setores para jogar. Tando é que o gol saiu pela esquerda. As jogadas pelo meio de campo também apareceram.

Outra coisa, até agora não entendi a opção do treinador em tirar o Renan Oliveira, que vinha se movimentando bem, e manter o Jael no time. Talvez seja porque estava com medo de escurecer, por isso manteve um poste e, ainda, colocou outro em campo, o Castillo. Só pode ser isso.

Com o resultado, o Atlético continua no 12º lugar na tabela. O problema é que agora os times de baixo se aproximaram um pouco mais. É melhor o Galo voltar a pontuar rápido, porque Vasco e Fluminense estão atrás na classificação e quando a luta para não cair ficar ainda mais acirrada, já se sabe de que lado a corda vai arrebentar, não é mesmo?

Saudações esperançosas Atleticanas!!!

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