por Priscila Oliveira

No Mineirão, o Atlético empatou em 2 a 2 com o Inter, nesse sábado, 25 de outubro. O jogo foi válido pela 31ª rodada do Brasileiro. Com apenas 1 ponto conquistado, o Galo saiu do 12º lugar cativo e caiu para a 13ª colocação na tabela.
No 1º tempo, um time atleticano concentrado, com boas articulações, boa movimentação, disposto a conseguir a vitória e com vontade. Vontade que faltou semana passada no clássico, diga-se de passagem. O Alvinegro soube impor o seu jogo, criou várias chances e poderia ter definido a partido logo na etapa inicial, faltou tranquilidade na finalização.
As principais jogadas eram com Marques e César Prates. Ora o atacante se posicionava como um ala-esquerdo, ora o lateral-esquerdo se arricava como volante. Até que funcionou essa alternância de função, mas seria melhor que cada um desempoenhasse bem o seu papel, ao invés de suprir carências.
A blitz do Galo foi tamanha que com dois minutos de bola rolando, Renan Oliveira quase marcou. Com mais 3 minutos, Castillo não perdoou e abriu o marcador. De perna canhota, o atacante fez um belísimo gol de voleio que entrou no canto direito do goleiro colorado. Foi a única coisa que o ele fez. O jogo dele parece ser mesmo ficar lá na frente, fingir de morto (às vezes, em excesso) e, em um descuido do zagueiro, deixar a sua marca. Uma espécie, digamos, de Romário paraguaio, ou melhor boliviano. A diferença é que o "gênio" realizava constantemente o seu ofício. Cada gol de Castillo deveria valer por dois, devido a beleza de suas obras e a raridade delas.
A etapa final veio e, com ela, as falhas que marcaram o futebol do Alvinegro ao longo do ano. Falhas na marcação, excesso de passes errados, falta de criatividade no meio. Aliás, esse último, não existiu. Era apenas defesa e ataque (mais defesa). O Inter aproveitou o momento e conseguiu um pênalti, empatando assim a partida. Mais adiante, numa falha do goleiro Juninho, virou o marcador.
As boas substituições de Marcelo Oliveira livraram o Galo de um placar pior. Petkovic entrou no lugar de Elton e fez aparecer um pouco o meio-campo atleticano. Pedro Paulo substituiu Marques (machucado) e imprimiu velocidade ao ataque. Aos 29 minutos, em um lance individual, o jovem empatou a partida para o Galo.
Mais lamentável que o empate dentro de casa foi ouvir a torcida cantar para os jogadores: "Vergonha, vergonha, time sem vergonha". Apesar de terem caído de rendimento na etapa final, culpa do preparo físico, creio eu, acredito que dessas vez eles não mereciam ouvir isso.
Imagina o que deve ser trabalhar, buscar um resultado melhor para sua equipe, apesar de estar há quase 3 meses sem receber e ter que ouvir isso na metade do 2º tempo, com um jogo ainda para definir. Pode até atrapalhar a equipe. A expressão não foi apropriada, ao menos dessa vez. Durante a semana, a notícia que circulava era a de eles relutariam em entrar em campo enquanto os pagamentos não fossem realizados. E, ao contrário disso, entraram em campo e cumpriram (bem ou mal) o papel deles. Não se esqueçam disso. Criticar quando for necessário, mas baixar a guarda quando for preciso, reconhecendo também que vida de jogador não deve ser muito fácil.
Agora é esperar para ver o que o Atlético consegue contra o Coritba, no Couto Pereira, na próxima quarta-feira, véspera das eleições presidênciais no Clube.
Saudações Atleticanas!!!