por Priscila Oliveira
"Aviso aos navegantes que, daqui para frente, isso aqui vai virar esse inferno que virou hoje" -Alexandre Kalil
O Atlético goleou por 4 a 1 o Vasco da Gama, no Mineirão, 12 de novembro, quarta-feira. No melhor estilo Atleticano de ser, o Alvinegro deu o troco no time carioca, que foi o responsável pela pior derrota sofrida pelos mineiros, no ano do centenário, ainda no 1º turno. A partida foi válida pela 34ª rodada do Brasileirão.
Na noite em que tudo deu certo (acreditem, um árbitro teve peito para marcar dois pênaltis para o Galo. É sério!), a casa ficou cheia. Cheia não só de gente, mas também de alegria, amor, incentivo, de vontade e de esperança na nova diretoria. Expectativa de ver as coisas darem certo. Se o futebol do time como um todo ainda deixa a desejar, ao menos dessa vez a raça esteve presente.
O grupo teve raça, vontade de vencer, características tão peculiares ao Galo, que andaram esquecidas justamente neste ano marcante. Deu gosto de ver a disputa pela bola, o ataque envolvendo a zaga adversária, o meio de campo se esforçando para distribuir bem as jogadas, embora ainda precário, e a defesa firme. Claro que tudo não ficou maravilhoso da noite para o dia, reforços são necessários e planejamento idem, mas é permitdo curtir esta vitória.
Na boa assistência de Renan Oliveira, Castillo, que só faz belos gols, dessa vez só teve o trabalho de empurrar paras as redes. Depois, nossa mais valiosa revelação, deixou sua marca com um golaço de craque. O goleiro Juninho saiu sentindo dores, Édson foi para o gol e ficou tudo bem. Pedro Paulo no lugar de Marques, na volta do intervalo, proporcionou mais velocidade ao ataque atleticano, onde saíram 2 pênaltis bem batidos pelo nosso zagueiro-artilheiro Leandro Almeida.
Há um bom tempo que só os jogadores de defesa se destacam no Atlético . É bom ter zagueiro-artilheiro. Sensacional! Mas, eu prefiro que o time se destaque por um artilheiro-artilheiro.
O resultado, a volta da alegria veio dos pés dos meninos da base. Os louros da vitória são de Marcelo Oliveira que em 3 meses no comando da equipe fez o Renan Oliveira, por exemplo, supervalorizar (como Geninho deixava esse talento no banco?). É o tio Marcelo, técnico caseiro, fazendo girar o capital do Clube com aquilo que a gente forma de melhor, lá na Cidade do Galo. Que desta vez as promessas de manter a base para o próximo ano, aprimorar o time e investir no nosso material não sejam apenas palavras. Que, ao contrário disso, não inventem, façam o simples.
Finalmente, o time vence a 3ª partida consecutiva no campeonato Brasileiro. O jogo também marcou os 50 jogos de Marcelo Oliveira no comando da equipe e, as 189 partidas de Marques com a camisa Alvinegra.
Só mais uma coisa, o salário em dia certamente teve participação no triunfo. “Saco vazio não pára em pé”, não é verdade?
Saudações Atleticanas!!!