Canto do Galo

Crônicas e delírios sobre o o Galo mais lindo do mundo…

12

de
fevereiro

Infinito enquanto dure

por Priscila Oliveira

 

O Atlético aplicou 4 a 1 no Uberaba, no Mineirão, nesta quarta-feira, 11 de fevereiro. A partida foi válida pela 4ª rodada do Campeonato Mineiro. Com o resultado, o Galo chegou ao quarto lugar e segue invicto na competição.

 

Mais uma vez, o comandante do triunfo foi Diego Tardelli que fez mais dois gols e se isolou na artilharia do mineiro, outro de Éder Luís e, acreditem, para fechar a goleada gol de Tchô.

 

Começo a acreditar que todo time pequeno que vier enfrentar o Galo de igual para igual vai ser derrotado. Quase foi assim com o Tupi, foi assim com o Social, semana passada, e, por último, assim foi com o Uberaba. O Atlético comandou a partida do início ao fim.

 

Quando fez o simples chegou fácil ao ataque, quando inventou também chegou, mas sem a mesma qualidade. Os zagueiros estiveram firmes, o meio de campo, embora ainda com um retardatário, esteve bem. O goleiro Juninho não trabalhou muito, mas quando foi exigido não decepcionou. E, o ataque, foi competente.

 

Acredito ainda, que o Atlético, finalmente, encontrou um lateral-direito, para investir. Está certo que o adversário não impôs dificuldades maiores. Mas, como joga bola esse Marcos Rocha, por onde ele andava, por que ele não subiu para o profissional antes?

 

Nada de empolgação. O fato é que ele atuou bem nos dois últimos jogos do time. Tem bom cruzamento, velocidade, suficiente para atacar e voltar para ajudar na marcação, tem bom passe e se livra do adversário facilmente sem cometer faltas desnecessárias. Espero que seja tudo isso mesmo.

 

Por outro lado, como é bom ter um artilheiro, um matador novamente. O jeito de girar o corpo para concluir a jogada, a forma de tocar a bola na hora da finalização, do passe, tudo é diferenciado. O atacante Diego Tardelli trouxe vida para este ataque Alvinegro que há muito andava carente.

 

A tendência é que a permanência do centroavante na Cidade do Galo seja curta. Afinal, o Atlético tem que fazer dinheiro. Portanto, vamos combinar que ela seja breve, mas intensa, ou, como disse bem o saudoso Vinícius de Moraes, "que seja infinito enquanto dure"

Saudações Atleticanas!!!

8

de
fevereiro

Enfim a vitória

por Priscila Oliveira

 

 

Em tarde inspirada de Tardelli, que fez dois gols, o outro foi de Éder Luís, o Alvinegro conseguiu, enfim, a primeira vitória do Mineiro 2009. 

 

O Atlético goleou por 3 a 0 o Social, neste sábado, 07 de fevereiro, em Ipatinga. O jogo foi válido pela 3ª rodada do Campeonato Mineiro e o resultado fez o Galo subir para o 5º lugar na tabela.

 

Depois de uma semana de treinos onde a finalização foi priorizada, o placar da partida nada mais é que resultado do trabalho.

 

No 1º tempo a equipe apresentou um futebol apático. Sem empolgação e sem objetivo, pouco trabalho deu à defesa adversária.

 

O intervalo foi bem recebido pelo Atlético. O técnico Leão conseguiu nestes 15 minutos fazer os jogadores enxergarem o qual sem objetivo era o futebol apresentado por eles até ali e que eles poderiam fazer mais que aquilo.

O treinador conseguiu acordar as estrelas de Éder, Lopes, Júnior e Diego Tardelli. Com, principalmente, estes jogadores mais ligados no jogo, o Atlético foi outro na etapa final. Com outra proposta de jogo e com mais poder de criação, o Atlético conseguiu a vitória no 2º tempo.

 

Outros que também merecem ter os nomes destacados. O zagueiro Welton Felipe e firme na defesa e no jogo todo. O novo lateral-direto, Marcos Rocha, demonstrava se sentir bem com a camisa 2 do Galo. Nem parecia que ele era estreante. Mostrou qualidade e tomara que consiga manter este ritmo e melhorar a cada jogo, diferentemente com o que aconteceu com Sheslon que começou bem e depois caiu de produção.

 

Depois de anos sem uma contratação de peso no ataque atleticano, está aí, para a fazer a Massa feliz, o atacante Diego Tardelli. O atacante foi decisivo e demonstra realmente ter faro de gol. Em três jogos pelo Mineiro já são quatro gols.

Fazia tempo que o Atlético não fazia um golzinho de falta também. Nesta partida, Tardelli fez dois assim. O primeiro foi uma obra prima tamanha a precisão na cobrança. A esperança de gols sobre ele cresce a cada dia.

 

O Alvinegro mostrou que com um pouco mais de tempo, com mais entrosamento, e, que sabe, com a contratação de um goleiro, o time pode crescer e dar mais alegrias ao torcedor este ano.

 

Saudações Atleticanas!!!

Foto: Globoesporte.com

3

de
fevereiro

É preciso aprender com quem acerta

por Priscila Oliveira

"No amor e na guerra vale tudo". Esta máxima atravessa gerações e continua verdadeira. Ao menos para quem não tem medo da luta.
Deixa o amor pra lá e se atenha à Guerra.

Ao aceitar guerrear, primeiramente, busca-se o máximo de informações sobre o adversário. Feito isso, decide-se sobre as armas que serão usadas. Cabe ao líder, optar entre usar armas, munições e estratégias diferentes ou iguais as do inimigo. Desde que acerte na escolha.

Inicia-se o combate e cada qual, com a estratégia escolhida, vai em busca de uma vitória em cada confronto. Uma a uma até findar a guerra.

No intervalo de um combate e outro, o perdedor, por exemplo, tem a chance de decidir se continua com o mesmo planejamento que o levou a derrota, se segue no mesmo raciocínio da famosa síndrome de Dom Quixote (onde o cavalheiro lutava contra moinhos de vento, pensando que esse fossem gigantes), ou se aprende com inimigo, muda de postura e volta ao combate para tentar vencer o conflito.

Ao seguir este raciocínio e o associá-lo à realidade do Atlético atualmente, entende-se que o Clube deveria fazer isso e aprender um pouco com o inimigo do bairro vizinho. Assim como eles aprenderam, ao longo dos anos com o Alvinegro, principalmente, sobre o que "não" fazer dentro de um Clube, de um time, o Atlético deveria aprender com eles sobre o que fazer para se alcançar o mínimo de organização e inteligência. Isso vale tanto para a hora de contratar profissionais quanto para administrar uma instituição.

Ainda mais quando a história mostra que o mais velho Clube da capital nasceu grande, enquanto o outro, por sua vez, tem se tornado. Por isso, o Alvinegro já ensinou muito a muitos nestes 100 anos. Por aqui, ensinou ao outro clube de Minas a torcer, a comemorar, a cometer menos erros possíveis, a não se expor pelo lado negativo, a montar equipe e, até mesmo, a implicar o adversário.

Não que eles não tenham problemas das mesmas ordens que o Alvinegro e que, do lado de lá, seja tudo perfeito, que não há erros nunca. Eles têm, em menor proporção e também erram, às vezes, mas acertam muito mais. Dizem que existe por lá problemas muito graves a serem explicados na justiça. A diferença é que em momento algum deixaram ser explorados pela mídia por isso, fazendo um marketing ao inverso. Mostram apenas o que tem de melhor.

É hora de aprender com quem acerta. E de forma alguma, isso nos tornará igual ao inimigo. Ao contrário, será agregado à tropa centenária mais conhecimento, mais munição para que o combate volte a se igualar em forças e proporcionar aos amantes da bola belos confrontos.

Porque por hora, é preciso admitir, a luta é desigual, merecidamente desigual, vence, dentro e fora das quatro linhas, quem tem inteligência organizacional, racional e emocional.

Não se conta mais com o acaso, não há mais surpresas, há competência!

Saudações Atleticanas!!!


*Essa crônica foi escrita na madrugada do dia 03 de fevereiro, onde a insônia me atingiu e a contratação de Kléber, pelo time azul, não saía da minha cabeça. Incomoda a forma como eles acertam sempre.

1

de
fevereiro

Resultado decepcionante

por Priscila Oliveira

O Atlético empatou em 2 a 2 com o Tupi, no estádio Mário Helênio, na tarde desse sábado, 31 de janeiro. A partida foi válida pela 2ª rodada do Campeonato Mineiro. O Galo somou apenas dois pontos, até o momento, na competição.

É! Ano novo, comando novo, dentro e fora das quatro linhas, no Alvinegro, mas os resultados insistem em ser decepcionantes. A equipe comete os mesmo erros dos últimos tempos, parece que nada mudou. Claro, é preciso entender que tudo o que está em fase de reconstrução no Atlético. Porém, pedir paciência para essa Massa, é mesmo exigir muito. Ela está ansiosa para ver as coisas darem certo no Clube, mas o que vê é a deficiência de sempre.

O ataque continua incompetente. Apesar de Diego Tardelli ter feito os dois gols do time no jogo, ele perdeu outros tantos, assim como Éder Luís que teve erros consecutivos na hora do chute e, também, os erros de outros atletas que se arriscavam ao ataque. Foram falhas incríveis na hora da finalização.

O meio de campo sem criatividade alguma, as jogadas saíam pelas laterais até melhoraram, porém, não mantém o mesmo pique na segunda etapa.

O sistema defensivo segue o mesmo ritmo, perde em posicionamento e consciência, ao longo da partida.

O jogo era para o Atlético. Começou bem, fez um primeiro tempo com superioridade, impôs o ritmo da partida e dominou a partida enquanto esteve lúcido, nem fôlego faltou. Nesse período fez os 2 a 0 e poderia ter goleado, acabado com o jogo logo no 1º tempo. No final do 2º tempo aconteceu o oposto disso. O time tomou o empate e quase uma virada

Não há desculpas a não ser a incompetência lá na frente, na hora de finalizar para o gol, e lá atrás, quando se tem o resultado nas mãos como foi o caso, é tempo de jogar com inteligência e deixar o adversário nervoso e não ao contrário.

O resultado foi desanimador, a sensação foi de uma derrota.

Saudações Atleticanas!!!

26

de
janeiro

Empate sem graça

 por Priscila Oliveira

Na estreia do Campeonato Mineiro 2009, o Atlético empatou, sem gols, como o América. O jogo foi válido pela 1ª rodada, no Mineirão, 25 de janeiro, domingo. Desde 2006, o Galo não começa o Mineiro com uma vitória.

 

A Massa, para não perder o costume, esteve presente em grande número. Mias de 35 mil torcedores.

 

O jogo não foi bom para o Alvinegro. O time parecia sentir o incentivo da própria torcida como pressão adversária tamanha era a falta de concentração e nervosismo dos jogadores.

A partida foi tão confusa que Thiago Feltri, ao lado de Jr. Carioca foi um dos melhores em campo, ou os que menos fizeram lambança. O atacante Diego Tardelli, cansado de esperar e a bola não chegar ao ataque atleticano, atuou em todas as posições para buscar jogo, mas pouco fez. Só faltou o atacante ir para o gol.

O goleiro Juninho estava irreconhecível. Em uma reposição simples de bola ele entregou o ouro para o adversário. O América só não abriu o placar porque o zagueiro Leandro Almeida tirou a bola em cima da linha do gol.
Esqueçam o que disse sobre Éder Luis no jogo passado. Ele continua o mesmo. Um pouco mais "estrela", até.

O técnico Leão, ao perceber que o time não encaixava o futebol, fez substituições que nada acrescentaram ou mudaram o esquema de jogo. Embora o técnico tenha dito que o preparo físico da equipe está bom, Tchô e Raphael Aguiar que entraram no 2º tempo pareciam mais cansados que aqueles que jogaram os dois tempo, ao final da partida.

O treinador também enfatizou que a vitória alvinegra não veio porque o América fez uma marcação forte e jogou no Mineirão em busca de um empate. Resumindo, o Galo não venceu porque não soube sair dessa marcação imposta pelo adversário. Conclusão: precisa treinar mais.

 

Os problemas continuam os mesmos. Imploramos por um goleiro, precisamos de laterais eficientes e regulares dos dois lados, necessitamos de um camisa 10.

Talvez, neste momento, o melhor esquema tático para o Atlético seria com apenas um atacante. Só o Diego Tadelli no ataque. Ele parece ser mais eficiente sozinho que com Éder Luis como companheiro.

 Foto: Globo esporte

Saudações Atleticanas!!!

22

de
janeiro

Para engrenar

por Priscila Oliveira.

Como é bom vencer. O Torneio não vale muito, mas vencer, goleada então, é sempre bom. Ainda mais quando se mantem um tabu de nunca ter perdido para o adversário.

 

O Atlético venceu por 4 a1 o Peñarol, nessa quarta-feira, 21 de janeiro , e manteve a escrita de sempre ganhar do time uruguaio. O jogo foi válido pelo Torneo Verano e o resultado deixou o Galo na 3ª colocação. Lembrando que essa comeptição só teve 4 times.

 

Foi só o técnico Leão voltar com o esquema de jogo tradicional, o simples 4-4-2, que a primeira vitória de 2009. As mudanças que o técnico promoveu na equipe também tiveram sua influência no resultado.

 

As contratações tem feito bonito. Júnior, o carioca, mostrou que tem lugar fácil no time. Lopes fez boa apresentação, agradou, e Carlos Alberto até gol fez.

 

No ataque, com Diego Tardelli e Éder Luis, abusou-se do direito de perder gols nesse jogo. Mas, deixaram o deles, mostrando que este ano teremos "ataque" e, que zagueiro fazendo gol, será algo mais raro de se ver. O gol será bem-vindo claro, sempre é, mas é melhor que seja mais raro. Isso significaria que as coisas lá na frente estão funcionando bem sem precisar de reforço, de ajuda.

 

Por falar em Éder Luis, não sei se ainda é cedo pra comentar, mas acredito que o tempo que ele passou no Tricolor Paulista fez muito bem a ele. Parece mais maduro e mais inteligente na hora de pensar o ataque, as jogadas. Continua perdendo seus golzinhos, é verdade, mas nota-se uma diferença na forma de jogar.

 

Vitória para aquecer as turbinas e engrenar de vez na temporada.

 

Saudações Atleticanas!!!

18

de
janeiro

Jogo treino

por Priscila Oliveira

Em mais um clássico, o Atlético perdeu de 4 a 2 para o Cruzeiro, nesse sábado, 17 de janeiro de 2009, no estádio Centenário, no Uruguai. A partida foi válida pelo Torneo Verano. Já são nove clássicos sem vencer o time azul ao longo de quase dois anos.

 

O jogo teve ritmo de treino, por ser início de temporada. O resultado foi o óbvio. Venceu aquele que tem um elenco formado há mais tempo. Os gols do Alvinegro foram feitos pelo mais novo dono da camisa 9, o estreante no Galo Diego Tardelli. Outros estreantes, foram Carlos Alberto, que esteve bem e o camisa 10, Júnior, que não comprometeu. O mesmo não se pode dizer da estréia de Renan, o volante, que já jogou no outro time de minas, marcou contra e abriu o placar para o celeste.

 

 

O lateral-esquerdo Thiago Feltri reestreou bem ao seu ritmo e pecou nos cruzamentos, mas ainda arrancou um passe para o segundo gol de Tardelli, menos mal. Na frente, também teve reestréia, Éder Luís um pouco mais lento que antes.

 

Nada de tecer desculpas, mas porque insistir nesse esquema de três zagueiros no Atlético? Não me lembro de qual partida a equipe ganhou jogando dessa forma. É preciso muito treinamento para se jogar com esse esquema de três zagueiros e dois volantes como se propôs o time de Leão. Entendo que quando se deseja implantar esse esquema, tem que começar o quanto antes, mas que se treine muito, incessantemente, senão o que se verá na zaga será uma confusão sobre a função de cada defensor.

 

O zagueiro Leandro Almeida, por exemplo, esteve em evidência do final do ano passado, no clássico não foi tão bem. Ele conseguiu se destacar atuando no esquema com dois zagueiros. Quando em outro tipo de marcação, ele se perde, não desempenha bem o seu papel. Corrijam-me se estiver errada.

 

O resultado adverso é apenas reflexo de um time que ainda não está com preparo físico em dia, visto que nossos zagueiro e volantes, principalmente, quando estava no "mano-a-mano" com adversário ficou em desvantagem, por falta de condições físicas. Muitos argumentarão que é por causa de ser início de temporada e aceitarão essa desculpa. Mas, é início de trabalho par ao outro time também.

 

A equipe atleticana também teve menos posse de bola e troca de passes durante a partida, falta de um entrosamento que o adversário tinha de sobra.

 

De bom mesmo só a presnça em maior número, mais uma vez, da Massa Alvinegra.

 

Que a derrota sirva ao menos para a revisão de velhos conceitos. Na administração tudo está em reconstrução e parece estar caminhando bem. O futebol, também em reconstrução, se investiu pouco e o início de trabalho foi frustrante. Foi só um jogo, é verdade. Mas, foi clássico, por isso a repercussão do resultado negativo tende a ser maior.

 

Saudações Atleticanas!!!

13

de
janeiro

Hoje é 13 e 13 é Galo!

por Priscila Oliviera

Amo o Atlético!

As razões para isso são muitas ou nenhuma, depende do ponto de vista e isso não é o mais importante quando se ama.

Muitos insistem em não entender, paciência. Estes nunca devem ter amado nada na vida.

Então simplifico, amo porque amo. E o amor lá tem explicação?

Mas, existem pessoas que insistem em questionar o amor, tamanha devoção por alguém ou por um time. Querem por que querem um motivo para a existência de tal sentimento e, assim complicam as coisas. Esquecem que amar é coisa simples.

Lembre-se sempre: Tudo que é bom é simples.

Então, amo o Atlético, simples e direto.

Difícil é entender outros. Tem gente, por exemplo, que nasceu italiano, vive no Brasil, mais especificamente em Minas Gerais, e ama um argentino. E mais, sem identidade alguma com o “habitat”, vive em um complexo de inferioridade mesmo conquistando as coisas. Eu prefiro o Atlético, o Galo doido!

Cada uma carrega uma cruz. A minha é o Atlético. Êta cruz gostosa de carregar, embora às vezes chegue a ferir.

Amo o Atlético, amo conviver com a adversidade peculiar a essa história que tornará nossa vitória mais saborosa.

Amo esse sonho eterno de conquistar o mundo.

Amo o constantemente agitado mar Alvinegro. Afinal, mares calmos não fazem bons marinheiros.

Saudações Atleticanas e centenárias!!!

30

de
dezembro

Ano doido e doído

por Priscila Oliveira

Nossa paixão atingiu o ápice no dia 25 de março de 2008. No dia antes, a Massa já lotava a Olegário Maciel, de frente à sede de Lourdes à espera da data histórica. Devoção tamanha que arrastou multidões pela madrugada á fora numa euforia alvinegra. O dia clareou. Torcedores oravam na “Missa do Galo”, em pleno mês de março, por um ano iluminado. No Parque Municipal relembramos o ideal de adolescentes visionários. Como essa Massa sabe fazer festa, comemorar. No fundo, ela trocaria todas essas comemorações por título, ou, por no mínimo, um ano mais tranqüilo. Finalmente, 2008 já era!

Um ano que começou com um grande desafeto do Clube, senão o maior, no comando do time, não poderia ser um bom ano. Desde esse impasse fez-se o clima de guerra entre torcida e ex-presidente. Melhor, o impasse começou com a dispensa de Leão ainda em 2007. A resposta em meio a tanta discórdia foram protestos dentro e fora de campo.

O Clube ficou parou nas quartas-de final na Copa do Brasil, surpreendeu a forma como chegou e decepcionou na final do Mineiro e lutamos para permanecer na elite do futebol no Brasileirão. Ainda teve a Sul-Americana. Esta última é melhor esquecer.

Ano doido e doído. Aconteceu de uma a tudo. Brigas de dirigentes dentro do vestiário antes de clássicos. Jogadores dispensados por badalar na noite paulistana. Derrotas intragáveis e inaceitáveis para adversários medíocres. O fantasma da volta de salários atrasados. Aumento da dívida do Clube. Pareceu mais um teste para cardíaco promovido pelo Dr. Ziza. Retire o Dr. vamos deixar essa distinção para quem estudou para isso.

Faltou o mínimo de espírito de luta que fez aqueles 22 meninos fundar o clube há 100 anos. Faltou um mínimo de dignidade do ex-presidente. Eu acreditei quando ele dizia ser Atleticano, sinceramente.

As flores ficam por conta, apenas, dos jogadores base do clube. Mais uma vez, o time dos atletas formados na Cidade do Galo deu resultado. A Massa foi presenteada, principalmente, com a revelação de um meia-atacante e um zagueiro promissores.

O fim se mostra melhor que o início e mais presentes a torcida ganhou. Na presidência, a volta de um legítimo sangue Atleticano, Alexandre Kalil. Ele chegou e corrigiu um erro cometido no final do ano passado, trouxe Emerson Leão de volta ao comando do time. Trouxe ainda Bebeto de Freitas para direção executiva do Clube, cargo que ocupou com sucesso em 1999.

De contratações de atletas, até agora, só especulação, porém fica o sentimento do fim da “era dos bondes” que chegavam ao Atlético a cada início de temporada.

Que 2009 seja abençoado para toda a família Alvinegra. Muita luz e muitas vitórias para o Galo.

Saudações Atleticanas, centenárias e esperançosas!!!

23

de
dezembro

Precisamos arrumar trabalhadores

por Priscila Oliveira

Salve, salve Massa mais linda do planeta!

 

Nem completou um mês do final do Brasileirão, e apesar de o ano não ter sido bom, a saudade de ver um jogo do Galo já aperta. Se bem que, o Galo, este ano, ficou devendo muito futebol para essa torcida.

 

Nesse meio tempo, Emerson Leão voltou ao comando do Atlético. Finalmente, ouviram a voz do povo. De reforço para o time do Rei das Selvas para 2009, até agora só o retorno de Éder Luis.

 

No mais, de fato só aconteceram dispensas. Os jogadores César Prates, Nem, Petkovic, Sérvulo, Beto, Castillo, Vinícius, Martinez, Francis e Jael já se despediram da Cidade do Galo.

 

A época é de plantar notícia, e de muitas especulações. Estas afirmam que Jadílson está quase certo no Galo, pedido de Leão. Outras fontes, citam Herrera, também pedido pelo técnico (tem gente que vai ficar furioso quando ler que postei essa informação), mas ainda não há nada de concreto. Muito se fala e nada de contratação.

 

No elenco atual, só os jogadores da base prevaleceram até agora. Até Leandro Almeida e Renan Oliveira badalados para sair continuam no elenco atleticano. Ainda bem!

 

Fica difícil escrever e falar sobre especulação. É preferível espera para ver quem chega para reforçar à base do Alvinegro.

 

Então, destaco o técnico Emerson Leão. O presidente Alexandre Kalil conferiu a ele todos os poderes e responsabilidades para pedir nomes e montar um time competitivo. Está nas mãos da fera realizar um bom trabalho. Claro que dentro de um orçamento imposto pelo presidente, da realidade do Clube.

 

Pela terceira vez no comando do Clube, Leão chega mais calmo embora rugindo forte. Nas primeiras entrevistas já disparou: Precisamos de reforços, na frente, atrás e no meio. Precisamos armar um bom consenso de jogar futebol. Craque, hoje em dia, no Brasil, é muito difícil. Bons jogadores, alguns. Trabalhadores, muitos. Então, temos que arrumar os trabalhadores… Precisamos ter esses homens para carregar o piano, mas, quem afina o piano, tem o seu valor, também, diferenciado - afirma o treinador.

 

O reflexo dessas palavras, e de outras mais que o treinador proferiu na sua apresentação é uma sensação de esperança, de empenho, de ética e trabalho sério dessa parceria "Kalil e Leão". Que eles, realmente, consigam mudar a forma como o Atlético vêm conduzindo o futebol nos últimos anos.

 

E, o mais importante, que os títulos apareçam.

 

Saudações Atleticanas!!!

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