Canto do Galo

Crônicas e delírios sobre o o Galo mais lindo do mundo…

8

de
dezembro

Galo se despede de 2008 com derrota

por Priscila Oliveira

O Atlético perdeu por 2 a 0 para Grêmio, nesse domingo, 07 de dezembro, no Olímpico. A partida foi válida pela última rodada do Brasileirão. Com o resultado, o Atlético encerrou a participação na competição em 12º lugar.

Enquanto o Galo jogou mais para cumprir tabela e tentar fechar 2008 com uma vitória, o tricolor gaúcho ainda sonhava com o título e fez o dever de casa, venceu a partida, porém o São Paulo venceu o Goiás e conseguiu o hexacampeonato (o 3º Brasileiro consecutivo).

No 1º tempo, o Galo jogava melhor e até chegou a marcar duas vezes, mas os gols foram anulados. O primeiro foi bem anulado, o outro foi gol legítimo que o árbitro não confirmou.

Na etapa final só deu Grêmio e o time gaúcho conseguiu a vitória.

O placar para o Atlético foi lamentável e reflete o pesadelo que foi 2008. No entanto uma derrota, às vezes, pode valer mais que uma vitória, dependendo da situação do time. Ao menos, um resultado adverso não deixa a falsa impressão de que as coisas estão bem, como o triunfo.

Este ano, assim como o de 2005, não pode ser esquecido, como muitos dizem. É hora de aprender com todos esses erros para não cometer os mesmos novamente. A esperança é que junto com 2009 venha a organização, o planejamento, o trabalho sério. As vitórias e o títulos são apenas resultado disso.

No meio da semana, por exemplo, o Inter foi campeão da Sul-Americana. E, junto com o São Paulo, representa o exemplo mais recente do resultado de seriedade, planejamento, administração, trabalho e boa gestão. Deu gosto de ver um estádio Beria Rio só com associados do clube, e uma pontinha de inveja também. O Atlético tem totais condições de implantar esta iniciativa em Minas e ter sucesso, e isso não é segredo para ninguém. É hora de lutar por isso. Acredito que a Massa abraçaria essa idéia e, talvez, superasse todas as expectativas.

Que com o novo ano venham dias melhores para a verdadeira família atleticana.

Saudações Atléticanas e centenárias!!!

1

de
dezembro

Galo garantido na Sul-Americana

por Priscila Oliveira

O Atlético empatou em 0 a 0 com o Santos, na tarde desse domingo, 30 de novembro, no Mineirão. A partida foi válida pela 37ª rodada do Brasileirão. Com o resultado, o Galo permanece em 12º lugar, agora garantido na Sul-Americana 2009.

O jogo teve marco histórico. O atacante Marques completou 190 jogos vestindo a camisa do Atlético e, agora, se tornou o jogador que mais defendeu o Galo em Brasileiros. Feito este que dificilmente será batido por outro jogador, já que é cada vez mais precoce a venda de atletas para clubes do exterior. Fora o troca-troca de clube dentro do Brasil.

A tarde de histórica para Marques e para o Atlético poderia ter sido mais bonita se futebol tivesse dado o ar da graça.

A torcida compareceu em peso e fez uma linda festa, mais uma vez. No jogo que marcou a volta das bandeiras atleticanas, mais de 57 mil pagantes assistiram a um jogo que mais pareceu um amistoso de fim de ano, tamanha a falta de inspiração.

 

As duas equipes pouco criaram. O Santos preocupado em manter o empate, o Atlético sem força para conseguir fazer a bola chegar ao ataque. No 2º tempo apenas um chute a gol. O goleiro Édson também não teve muito trabalho, mas fez duas defesas importantes que garantiram o empate sem gols.

De tudo o que acontece se pode tirar um aprendizado. Nessa partida não foi diferente, ela serviu, assim como o jogo contra o Sport, para realçar todas as deficiências da equipe e mostrar que vai ser preciso muito para ser ter realmente um time. No mínimo equilibrado e no máximo competitivo.

Se não de que adianta a vaga na Sul-Americana se o time for sair na 1ª fase como foi este ano?

A torcida que lotou o estádio para ver o último jogo do Atlético no Mineirão, no Campeonato Brasileiro 2008, desejava comemorar, ao menos, o centésimo gol do Galo no ano do centenário. Mas, não foi possível. O time, até o momento, marcou 98 gols.

A próxima oportunidade para o feito vai ser contra o Grêmio no Olímpico, no próximo domingo, dia 7 de dezembro.

Saudações Atleticanas!!!

Foto: Site do Galo

29

de
novembro

Dona Zica falastrona

por Priscila Oliveira

 

Bom, mediante as declarações de "dona Zica" não posso me omitir.

 

O "mero cobrador de faltas" ao ser perguntado se concordava ou não com "mala preta" ou "mala branca" no futebol brasileiro, disparou contra o Galo. De acordo com esse ex-jogador, o Atlético teria dado dinheiro aos times paraguaios na Libertadores de 81.

 

A dona Zica deveria ter disparado também sobre a verdade daquela final de Brasileiro de 1980. Atlético x urubu. Ele defendia o time carioca nessa partida  em que só aconteceram "coisas duvidosas", o Brasil foi testemunha. E a Libertdores em 81? Ele também estava lá naquele jogo fatídico, defendendo a camisa rubro-negra, em mais uma partida de arbitragem e que gera polêmica e dúvidas sobre a idoneidade do apito.

O "mero cobrador de faltas" deveria olhar o próprio umbigo antes de sair disparando contra o Atlético. Ele não tem moral para declarar, revelar qualquer coisa contra qualquer time, antes de esclarecer, ao menos estes dois jogos citados aqui.

 

Coitada da dona Zica. É revoltada. Nunca ganhou uma Copdo Mundo e, pior, zicou duas, fazendo o Brasil perder. Se não fosse ele, talvez o Brasil já seria 7 vezes Campeão Mundial.

 

Além disso, é falastrão assim como o clube que defendeu e fez história, só lá.

 

Saudações Atleticanas!!!

23

de
novembro

Galo não resiste à pressão do Sport

por Priscila Oliveira.

O Atlético perdeu por 3 a 0 para o Sport, na Ilha do Retiro, neste domingo, 23 de novembro. A partida foi válida pela 36ª rodada do Brasileirão. Com o resultado, o Galo caiu duas posições na tabela e está de volta ao 12º lugar.

Em um jogo com baixa qualidade técnica, o sistema defensivo atleticano esteve bem até os 38 minutos do 2º tempo. O Galo não suportou a pressão do Sport e abriu a porteira nos 10 minutos finais de jogo, permitindo que o time de Recife fizesse três gols. O Sport até mereceu o resultado, mas o apagão do time atleticano a essa altura da partida ajudou em muito no triunfo do Leão da Ilha.

O questionado goleiro Édson fazia verdadeiros milagres lá atrás, daqueles para começar a ganhar o coração da torcida, porém com esses gols no final da partida virão mais criticas a ele por aí. Lá na frente, o ataque atleticano era uma monotonia só com Castillo e Pedro Paulo. Os toques de classe de Marques fizeram falta neste jogo.

Na etapa final, com a entrada de Raphael Aguiar, no lugar de César Prates, o time Alvinegro se movimentou mais e, consequentemente, chegou mais ao ataque. Porém, a pressão do Sport era maior. Enquanto no 2º tempo os mineiros aparentavam sentir o forte calor de Recife e diminuíram a velocidade, os jogadores do Sport ainda tinham fôlego de sobra, como se o jogo tivesse acabado de começar.

A verdade é que faltou, também, vontade e concentração por parte do time de Marcelo Oliveira. É inaceitável, ainda, um time no final de um campeonato longo continuar a cometer grande número de passes errados como faz o Atlético.

Agora é encarar o Santos no Mineirão no próximo final de semana. A casa vai estar cheia.

Saudações Atleticanas!!!

13

de
novembro

A volta da alegria

por Priscila Oliveira

 "Aviso aos navegantes que, daqui para frente, isso aqui vai virar esse inferno que virou hoje" -Alexandre Kalil

O Atlético goleou por 4 a 1 o Vasco da Gama, no Mineirão, 12 de novembro, quarta-feira. No melhor estilo Atleticano de ser, o Alvinegro deu o troco no time carioca, que foi o responsável pela pior derrota sofrida pelos mineiros, no ano do centenário, ainda no 1º turno. A partida foi válida pela 34ª rodada do Brasileirão.

Na noite em que tudo deu certo (acreditem, um árbitro teve peito para marcar dois pênaltis para o Galo. É sério!), a casa ficou cheia. Cheia não só de gente, mas também de alegria, amor, incentivo, de vontade e de esperança na nova diretoria. Expectativa de ver as coisas darem certo. Se o futebol do time como um todo ainda deixa a desejar, ao menos dessa vez a raça esteve presente.

O grupo teve raça, vontade de vencer, características tão peculiares ao Galo, que andaram esquecidas justamente neste ano marcante. Deu gosto de ver a disputa pela bola, o ataque envolvendo a zaga adversária, o meio de campo se esforçando para distribuir bem as jogadas, embora ainda precário, e a defesa firme. Claro que tudo não ficou maravilhoso da noite para o dia, reforços são necessários e planejamento idem, mas é permitdo curtir esta vitória.

Na boa assistência de Renan Oliveira, Castillo, que só faz belos gols, dessa vez só teve o trabalho de empurrar paras as redes. Depois, nossa mais valiosa revelação, deixou sua marca com um golaço de craque. O goleiro Juninho saiu sentindo dores, Édson foi para o gol e ficou tudo bem. Pedro Paulo no lugar de Marques, na volta do intervalo, proporcionou mais velocidade ao ataque atleticano, onde saíram 2 pênaltis bem batidos pelo nosso zagueiro-artilheiro Leandro Almeida.

Há um bom tempo que só os jogadores de defesa se destacam no Atlético . É bom ter zagueiro-artilheiro. Sensacional! Mas, eu prefiro que o time se destaque por um artilheiro-artilheiro.

O resultado, a volta da alegria veio dos pés dos meninos da base. Os louros da vitória são de Marcelo Oliveira que em 3 meses no comando da equipe fez o Renan Oliveira, por exemplo, supervalorizar (como Geninho deixava esse talento no banco?). É o tio Marcelo, técnico caseiro, fazendo girar o capital do Clube com aquilo que a gente forma de melhor, lá na Cidade do Galo. Que desta vez as promessas de manter a base para o próximo ano, aprimorar o time e investir no nosso material não sejam apenas palavras. Que, ao contrário disso, não inventem, façam o simples.

Finalmente, o time vence a 3ª partida consecutiva no campeonato Brasileiro. O jogo também marcou os 50 jogos de Marcelo Oliveira no comando da equipe e, as 189 partidas de Marques com a camisa Alvinegra.

Só mais uma coisa, o salário em dia certamente teve participação no triunfo. “Saco vazio não pára em pé”, não é verdade?

Saudações Atleticanas!!!

9

de
novembro

Sabedoria do professor

por Priscila Oliveira

O Atlético venceu por 1 a 0 o Vitória-BA, no Barradão, na noite deste domingo, 09 de novembro. A partida válida pela 33ª rodada do Brasileirão, nem de longe lembrou os grandes confrontos das equipes, em sua maioria vencidos pelo Galo.

Pela segunda vez no Campeonato, o Alvinegro conseguiu duas vitórias consecutivas e, pela terceira vez, venceu fora de casa, dados que refletem bem a instabilidade do time na competição e dispensa maiores análises.
O nome desta vitória? Marcelo Oliveira, o professor.

A ousadia e a visão de jogo do técnico ao sacar do time o atacante Marques, aos 24 minutos da etapa final, justo no momento em que o ídolo brilhava com boas assistências, passes sob medida, movimentando, assim, o ataque do Alvinegro que inexistiu no 1º tempo, aumentou o respeito de muitos pelo o trabalho de Marcelo e fez brilhar a sua estrela.

As trocas, de Marques por Pedro Paulo e de Castillo, que mal apareceu no jogo, por Petkovic, influíram diretamente no resultado da partida. O gol da vitória foi desenhado a partir de uma jogada magistral de Pet. Ele deu um passe perfeito para Renan Oliveira que tocou na medida para Pedro Paulo marcar. Atlético 1 a 0. Fora a opção por Juninho no gol. O goleiro Édson até merecia sim uma outra chance, devido à grande atuação contra o Botafogo, mas falou muito durante a semana quando o silêncio talvez fosse o melhor conselheiro.

Confesso que ainda sou da turma daqueles que preferiam outro nome no comando do Galo. Concordo com aquele moço, o Tostão, quando ele disse que "jogador gosta de técnico autoritário que decidem tudo o que eles devem fazer". Porque, convenhamos, Marcelo Oliveira não parece ter esse perfil, a imagem dele é mais associada a de um paizão ou a de um tio bacana, presente na maioria das famílias do que a de um comandante linha dura. Talvez por isso, ainda não tenha a aceitação da maioria. Tem o respeito da Massa, o que já considerável, afinal com o elenco que tem em mãos, pouco se pode fazer.

Conhecer de futebol ele conhece e, enquanto a sua sabedoria refletir nos bons resultados é melhor continuar com ele no comando. Afinal, o mercado brasileiro de técnicos anda escasso. Possivelmente, Marcelo será o treinador para 2009. Portanto, é bom acostumar com o estilo tipicamente mineiro de professor.

Saudações Atleticanas!!!

2

de
novembro

Com 2 gols, Galo quebra tabu de 7 anos

por Priscila Oliveira

O Atlético venceu por 2 a 1 o Botafogo, no Mineirão, neste domingo, 2 de novembro. O jogo foi válido pela 33ª rodada do Brasileirão.

Destaque da partida, o zagueiro-artilheito Leandro Almeida foi o autor dos 2 gols atleticanos que acabaram com o tabu de 7 anos sem vencer o time da estrela solitária. Leandro ainda teve atuação impecável na zaga, juntamento com o seu companheiro de posição Welton Felipe.

O time do Galo esteve ligado em campo e, mesmo com uma certa pressão do ataque botafoguense, teve tranquilidade para segurar o resultado quando devia e buscar a vitória quando o time carioca empatou o jogo.

Enquanto lá atrás tudo foi bem, no ataque o time viveu extremos. O Galo levou pouco perigo ao gol do time carioca e, quando chegou bem pecou nas finalizações, como de costume. O atacante Marques teve boa movimentação, bons passes e as melhores jogadas saiu de seus pés, em contrapartida, Castilho esteve lento e desatento. O jovem Renan Oliveira também não esteve nos seus melhores dias. Porém, prefiro não compreender os meios e entender os resultados.

Foram mais três pontinhos somados e, praticamente, nos livramos "daquele" fantasma.

A semana no Clube que foi marcada por eleições e pagamento de parte dos salários atrasados foi finalizada com uma vitória com raça.

Vale ainda sintetizar que não basta ser presidente, tem que ter sorte. Uma vitória para começar bem a gestão de Alexandre Kalil e ter um final de ano mais tranqüilo.

Saudações atleticanas!!!

Foto: Site da Globo

31

de
outubro

Combustível para a esperança Atleticana

por Priscila Oliveira


Eleito pela maioria, levado ao posto pelos braços da Massa. Parece que já vi este filme antes. Mas, como o protagonista desta vez é mais familiar, acredito em um desfecho melhor para a trama.

O presidente Alexandre Kalil se elegeu com 271 votos, mais que o dobro do 2º colocado, Sérgio Bias Fortes, que conseguir 130. O eterno candidato, Itamar Vaconcelos teve apenas 1 voto.

No texto anterior já expressei o que se espera do novo presidente. Agora reforço que a escolha de Alexandre é como um combustível para a esperança Atleticana.

Os antecedentes são favoráveis e nos permite alimentar boas expectativas. O pai, Elias Kalil, foi presidente do Galo de 1980 a 85, época em que o Clube comandava Minas Gerais e tinha o respeito do país.

Cabe ao filho agora fazer uma administração tão boa quanto a do pai, claro que com as devidas atualizações na forma de gerir os negócios. Que no mínimo a gestão de Kalil filho seja melhor.

Mais uma vez reforço:
Boa sorte ao novo comandante e lucidez!

Saudações Atleticanas!!!

30

de
outubro

O futuro do Alvinegro começa hoje

por Priscila Oliveira

 

O Atlético antecipou o "Dia das Bruxas" para a Massa e perdeu por 2 a 1 para o Coritiba, no Couto Pereira, nesta quarta-feira, 29 de outubro, em partida válida pela 32ª rodada do Brasileirão.

Depois de um 1º tempo recuado, se limitando a defender e contra-atacando desordenadamente, o Atlético, em um lance de sorte, abriu o marcador aos 40 minutos. O autor da obra foi o jovem Renan Oliveira. O jogador fez um belo giro e chutou de longe, sem chances para o arqueiro do Coxa. Belíssimo! Gol de placa!

O gol foi tão lindo que chegou a nos iludir, achando que os jogadores poderiam se inspirar e trazer os 3 pontinhos lá do Sul. Mas, logo no início da etapa final veio o balde de água fria. O lateral-esquerdo Ricardinho, ex-Atlético, empatou também com um bonito gol. Mais adiante, em uma lambança do árbitro somada a uma falha grotesca de posicionamento do goleiro Juninho, a virada do time sulista estava decretada.

O que não poderia se tornar uma rotina, definitivamente se tornou. E já vem o Botafogo novamente, só para lembrar. Esse finalzinho de campeonato ainda nos guarda "grandes" emoções. Espero que o time coloque a cabeça no lugar, entenda suas limitações, não invente e conquiste os pontos necessários para não acontecer o pior.

Deixando o Campeonato Brasileiro um pouco de lado, vamos falar do futuro do Alvinegro. Hoje mais um capítulo importante da história centenária do Atlético começa a ser escrito com a escolha do novo presidente.

Mais que colocar ordem na casa, a torcida espera que um time seja montado. Um time mesmo, com goleiro, zagueiros, laterais, meio de campo, volantes e atacantes e mais uns bons reservas. E técnico também, é preciso deixar claro. Nada de enganadores, apadrinhados ou amadores, o que se deseja são profissionais em todas as funções existentes no Clube.

Que o novo presidente saiba realizar negociações, que elas sejam no mínimo claras, compreensíveis. No mínimo. Que os jogadores vendidos sejam substituídos por melhores. Que a base seja ainda mais valorizada e aperfeiçoada com experiência, mas tudo com muita responsabilidade, diferente do que foi feito este ano.

Que o novo presidente saiba delegar funções, tenha o sangue quente e faça o impossível para nos devolver o nosso amado Galo. Que nos devolva o orgulho.

A torcida quer a resposta de 100 anos de amor incondicional e que os próximos 100 anos sejam mais consagradores, começando imediatamente pelo 101. Se o novo presidente achar muito exigir isso, é melhor abandonar o barco antes de enfrentar a tormenta que o aguarda. A paciência da Massa está pouca. Se é que ainda existe.

Boa sorte ao novo comandante e lucidez!

Saudações Atleticanas!!!

 

26

de
outubro

Vida de jogador não é tão fácil

por Priscila Oliveira


No Mineirão, o Atlético empatou em 2 a 2 com o Inter, nesse sábado, 25 de outubro. O jogo foi válido pela 31ª rodada do Brasileiro. Com apenas 1 ponto conquistado, o Galo saiu do 12º lugar cativo e caiu para a 13ª colocação na tabela.

No 1º tempo, um time atleticano concentrado, com boas articulações, boa movimentação, disposto a conseguir a vitória e com vontade. Vontade que faltou semana passada no clássico, diga-se de passagem. O Alvinegro soube impor o seu jogo, criou várias chances e poderia ter definido a partido logo na etapa inicial, faltou tranquilidade na finalização.

As principais jogadas eram com Marques e César Prates. Ora o atacante se posicionava como um ala-esquerdo, ora o lateral-esquerdo se arricava como volante. Até que funcionou essa alternância de função, mas seria melhor que cada um desempoenhasse bem o seu papel, ao invés de suprir carências.

A blitz do Galo foi tamanha que com dois minutos de bola rolando, Renan Oliveira quase marcou. Com mais 3 minutos, Castillo não perdoou e abriu o marcador. De perna canhota, o atacante fez um belísimo gol de voleio que entrou no canto direito do goleiro colorado. Foi a única coisa que o ele fez. O jogo dele parece ser mesmo ficar lá na frente, fingir de morto (às vezes, em excesso) e, em um descuido do zagueiro, deixar a sua marca. Uma espécie, digamos, de Romário paraguaio, ou melhor boliviano. A diferença é que o "gênio" realizava constantemente o seu ofício. Cada gol de Castillo deveria valer por dois, devido a beleza de suas obras e a raridade delas.

A etapa final veio e, com ela, as falhas que marcaram o futebol do Alvinegro ao longo do ano. Falhas na marcação, excesso de passes errados, falta de criatividade no meio. Aliás, esse último, não existiu. Era apenas defesa e ataque (mais defesa). O Inter aproveitou o momento e conseguiu um pênalti, empatando assim a partida. Mais adiante, numa falha do goleiro Juninho, virou o marcador.

As boas substituições de Marcelo Oliveira livraram o Galo de um placar pior. Petkovic entrou no lugar de Elton e fez aparecer um pouco o meio-campo atleticano. Pedro Paulo substituiu Marques (machucado) e imprimiu velocidade ao ataque. Aos 29 minutos, em um lance individual, o jovem empatou a partida para o Galo.

Mais lamentável que o empate dentro de casa foi ouvir a torcida cantar para os jogadores: "Vergonha, vergonha, time sem vergonha". Apesar de terem caído de rendimento na etapa final, culpa do preparo físico, creio eu, acredito que dessas vez eles não mereciam ouvir isso.

Imagina o que deve ser trabalhar, buscar um resultado melhor para sua equipe, apesar de estar há quase 3 meses sem receber e ter que ouvir isso na metade do 2º tempo, com um jogo ainda para definir. Pode até atrapalhar a equipe. A expressão não foi apropriada, ao menos dessa vez. Durante a semana, a notícia que circulava era a de eles relutariam em entrar em campo enquanto os pagamentos não fossem realizados. E, ao contrário disso, entraram em campo e cumpriram (bem ou mal) o papel deles. Não se esqueçam disso. Criticar quando for necessário, mas baixar a guarda quando for preciso, reconhecendo também que vida de jogador não deve ser muito fácil.

Agora é esperar para ver o que o Atlético consegue contra o Coritba, no Couto Pereira, na próxima quarta-feira, véspera das eleições presidênciais no Clube.

Saudações Atleticanas!!!

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